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Entenda como age o TCE-RJ no Rioprevidência, em caso que coloca a Genial lado a lado com o Master
Publicado 03/08/2026 • 11:09 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/08/2026 • 11:09 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Banco Genial se tornou um nome recorrente em apurações que correm em paralelo. De um lado, o TCE-RJ investiga sua relação com o Rioprevidência dentro de uma auditoria extraordinária de R$ 6,5 bilhões. De outro, um fundo administrado pela instituição teve R$ 176 milhões bloqueados na Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do PCC no setor de combustíveis. Nenhuma das duas frentes resultou até agora em acusação formal contra o Genial, mas ambas seguem em curso, sem prazo definido de conclusão.
O nome do Genial aparece ao lado do Banco Master, em liquidação extrajudicial, e da Mirae Asset, também citada em inquérito da Polícia Federal, na apuração do Rioprevidência. Já na Carbono Oculto, o banco figura como administrador de um fundo usado por empresários investigados por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Na apuração do TCE-RJ, o Genial responde por um tipo de risco diferente do que pesa sobre o Banco Master. Enquanto o Rioprevidência aplicou recursos diretamente em títulos de emissão própria do Master, como Letras Financeiras e CDBs, tornando o fundo credor direto da instituição, a relação com o Genial se dá por prestação de serviços de custódia, sem que o banco detenha a propriedade dos ativos.
Leia também: TCE-RJ investiga aportes do Rioprevidência no Genial após rejeitar contas de Castro
O risco do Master se concretizou em novembro de 2025, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição e seu controlador, Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente. O TCE-RJ apontou que o balanço do Estado, fechado em 31 de dezembro de 2025, não registrou provisão para perdas sobre cerca de R$ 1,3 bilhão aplicado no Master, mesmo após a liquidação se tornar pública.
🔍 Risco de custódia: possibilidade de falhas no registro, na guarda ou na transparência de ativos financeiros administrados por terceiros, distinta do risco de calote sobre um título de crédito.
Já a apuração sobre o Genial concentra-se na fidedignidade do registro contábil dos haveres e na transparência dos custos operacionais, segundo apurado, e não na possibilidade de perda financeira direta dos recursos do Rioprevidência.
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Siga o Times | CNBCEnquanto responde ao TCE-RJ pelo Rioprevidência, o Genial também aparece em outra investigação, sem relação direta com o fundo previdenciário do Rio. A Operação Carbono Oculto foi deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2025 e mirava um esquema bilionário de fraudes, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro ligado a distribuidoras de combustíveis, como Áster e Copape, e à infiltração do PCC no setor.
Para entender melhor, em agosto de 2024, o Genial assumiu a administração fiduciária do Radford Fundo de Investimento, herdando uma estrutura financeira já utilizada por empresários que viriam a ser investigados. O fundo recebeu cerca de R$ 100 milhões da Usina Itajobi, ligada aos grupos Áster e Copape. A operação se tornou pública em maio de 2026, quando a Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 176 milhões vinculados a ativos do fundo Radford, a pedido da Procuradoria-Geral do Estado.
Sobre a Carbono Oculto, o Genial informou que renunciou à administração do fundo Radford assim que a operação policial foi deflagrada, e que não figura como investigado nos inquéritos criminais. Em nota, a instituição afirmou que sua participação ocorreu estritamente no papel de administradora fiduciária de mercado e que o bloqueio não traz impacto operacional para suas atividades.
Sobre a apuração do Rioprevidência, o Genial reiterou que é formalmente credenciado junto ao fundo estadual e que os valores citados no julgamento das contas do governo do Rio não correspondem a tomadas de crédito ou compra de papéis de emissão própria da instituição.
O nome do Genial passou a constar formalmente na auditoria extraordinária do TCE-RJ durante a sessão de 25 de junho, quando o plenário analisou requerimento do conselheiro José Gomes Graciosa para investigar aplicações financeiras do Estado no banco, na Mirae Asset e no Banco Digimais. Até o momento, o tribunal não divulgou prazo para a conclusão dessa etapa da apuração.
Procurado, o Genial não respondeu a reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. O espaço segue aberto.
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