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Sustentabilidade virou principal desafio da saúde suplementar no Brasil, avalia CEO do Hcor
Publicado 14/05/2026 • 15:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 14/05/2026 • 15:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A sustentabilidade financeira da saúde suplementar brasileira se tornou o principal desafio do setor nos últimos anos, em meio ao aumento dos custos assistenciais, pressão sobre operadoras e margens apertadas dos hospitais. A avaliação é de Julio Vieira, CEO do Hcor, que completa um ano no comando da instituição após seis anos de atuação no hospital, em participação no Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quinta-feira (14).
“O grande desafio hoje é a sustentabilidade. O plano de saúde está ficando caro para as empresas pagarem e os prestadores trabalham com margens muito apertadas”, afirmou o executivo ao analisar o atual cenário da saúde privada no Brasil.
Segundo Vieira, a discussão sobre financiamento da saúde deixou de ser um problema restrito ao mercado brasileiro e passou a fazer parte de um debate global. “O financiamento do setor é uma discussão mundial que chegou com força ao Brasil”, ressaltou.
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O CEO do Hcor destacou ainda que o ambiente ficou mais desafiador após a crise enfrentada pelo setor entre 2022 e 2023, período que afetou principalmente as operadoras de saúde. “Mesmo grandes redes enfrentam dificuldades de sustentabilidade”, pontuou.
De acordo com o executivo, apenas 24% da população brasileira possui acesso à saúde suplementar, enquanto a maior parte depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS).
À frente do Hcor há um ano como CEO, Julio Vieira afirmou que a instituição intensificou investimentos em pesquisa clínica, tecnologia e ampliação estrutural, especialmente em áreas de alta complexidade.
Recentemente, o hospital inaugurou o seu Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde, com investimentos de R$ 52 milhões voltados para estudos acadêmicos e clínicos em áreas como cardiologia, oncologia e nutrição. “Nossa área de pesquisa cresceu mais de 100% em receita gerada e mais de 15% no número de pacientes inseridos em protocolos de estudo”, destacou.
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Segundo ele, a presença de pesquisa clínica dentro de hospitais amplia o acesso de pacientes a terapias inovadoras e modelos mais avançados de tratamento. “Isso significa colocar o paciente em uma linha de cuidado onde testamos novas terapias e identificamos o que há de mais inovador para a saúde da população”, explicou.
O executivo também ressaltou o avanço da oncologia dentro da instituição. “A oncologia mais que triplicou de tamanho nos últimos três anos”, afirmou.
Segundo Vieira, o Hcor ampliou sua atuação além da cardiologia – área que marcou a origem do hospital há cinco décadas – e hoje reúne mais de 50 especialidades médicas. “Hoje temos um prédio dedicado ao nosso Cancer Center para oferecer uma linha completa de cuidado”, observou.
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Siga o Times | CNBCEle afirmou ainda que a nova área de transplante de medula óssea foi criada para complementar o atendimento de alta complexidade em oncologia. “A estrutura permite tratar absolutamente todas as doenças e necessidades dos pacientes nessa especialidade”, frisou.
A inteligência artificial se tornou uma das principais apostas do Hcor para aumentar eficiência operacional e melhorar o atendimento aos pacientes, segundo Julio Vieira. “Vejo a inteligência artificial em duas frentes: na assistência médica e na gestão administrativa”, explicou.
Na área assistencial, o CEO afirmou que o hospital já realizou mais de 1 milhão de exames com apoio de inteligência artificial, principalmente para identificação de chamados “achados críticos”, quando sistemas automatizados detectam alterações urgentes nos exames. “A IA melhora o cuidado através da predição, prevenção e auxílio no diagnóstico”, destacou.
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Segundo ele, o uso de inteligência artificial também avançou na parte administrativa da instituição. “Enquanto a tecnologia médica evoluiu muito, os modelos de gestão ficaram defasados”, afirmou.
O executivo revelou que o hospital prepara o lançamento de seis novos produtos baseados em inteligência artificial voltados para gestão em saúde. “Hoje já temos dezenas de processos administrativos e médicos funcionando exclusivamente por inteligência artificial para ganhar agilidade e eficiência”, ressaltou.
Julio Vieira afirmou que o Hcor encerrou o último ano com crescimento operacional e financeiro, acompanhado de aumento nos investimentos em estrutura e tecnologia. “Nossa receita cresceu mais de 7% e o resultado avançou mais de 15% no último ano”, destacou.
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Segundo ele, esse desempenho foi impulsionado por um aumento superior a 70% nos investimentos em estrutura, equipamentos médicos e tecnologia.
Para os próximos meses, o hospital projeta ampliar sua capacidade física. “Prevemos uma expansão de pelo menos 12% nas estruturas físicas, incluindo novas áreas de unidades críticas, internação e transplante”, concluiu.
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