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IA impulsiona produtividade e eficiência no setor de saúde
Publicado 05/05/2026 • 23:15 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/05/2026 • 23:15 | Atualizado há 2 meses
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O setor de saúde global e brasileiro caminha para um 2026 de forte recuperação, com lideranças projetando um retorno expressivo à lucratividade após anos de ajustes severos no pós-pandemia. Leandro Berbet, sócio-líder de Health Sciences & Wellness da EY, destacou que o pessimismo recente deu lugar a uma visão mais arrojada de expansão e ganho de eficiência.
“Vemos CEOs esperando um aumento significativo de receita e produtividade. O setor foi muito afetado pela pressão de custos e, após um período de ajustes para deixar a máquina mais leve, as empresas voltam a focar em novos produtos e geografias, algo que não víamos há dois anos”, afirmou, em entrevista a Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC.
A inteligência artificial (IA) surgiu como o grande diferencial competitivo no levantamento da consultoria EY, superando as expectativas iniciais de implantação.
O sócio-líder explicou que a IA foi uma surpresa positiva, já que 64% dos CEOs haviam observado resultados acima do esperado, e afirmou que ela já é uma realidade que ajuda a combater o desperdício e a falta de coordenação do cuidado, proporcionando tanto rentabilidade quanto crescimento para hospitais e clínicas.
Na visão de Berbert, a tecnologia atua de forma ampla, desde o suporte administrativo até o acompanhamento clínico do paciente. Ele detalhou que a IA pode guiar a jornada do beneficiário no sistema para que ele desperdice menos recursos e tenha um desfecho assistencial mais adequado, além de estar presente nos processos de diagnóstico e na gestão hospitalar de forma abrangente, beneficiando empresas e pacientes.
Quanto à movimentação de mercado, a pesquisa indica uma mudança de estratégia, na qual deixa de predominar os desinvestimentos por necessidade e passam a se destacar as alianças focadas em inovação. “Hoje, o foco principal são as parcerias estratégicas, opção de 74% dos entrevistados. Com o custo de capital elevado e escasso, os investidores preferem se aproximar sem correr tantos riscos, poupando capital enquanto buscam eficiência”, analisou.
Apesar da cautela com o caixa, o apetite por fusões e aquisições (M&A) voltou a crescer consideravelmente em comparação aos anos anteriores. “Em 2023, apenas 32% dos CEOs estavam dispostos a grandes aquisições; hoje esse número saltou para 62%. Isso mostra que, após ‘arrumar a casa’ e realizar desinvestimentos necessários, as companhias estão prontas para olhar novamente para o crescimento externo”, ressaltou.
“Olhando os últimos três anos, certamente estamos no melhor momento. Existe um caminho longo pela frente, mas a perspectiva para 2026 é muito mais positiva do que o cenário de aperto que vivemos recentemente”, concluiu.
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