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Planos de saúde têm reajuste médio de 9,9%
Publicado 09/05/2026 • 21:58 | Atualizado há 4 dias
Publicado 09/05/2026 • 21:58 | Atualizado há 4 dias
KEY POINTS
O avanço foi de 181.220 vínculos médicos e 320 mil odontológicos na comparação com setembro - Foto: reprodução Pexels
Os planos de saúde coletivos registraram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O percentual é o menor em cinco anos, mas ainda supera em mais de duas vezes a inflação oficial medida no período.
A última vez em que os planos coletivos tiveram reajuste médio inferior ao observado no início de 2026 foi em 2021, quando a alta ficou em 6,43%. Naquele ano, durante a pandemia de covid-19, o isolamento social reduziu a realização de consultas, exames e cirurgias eletivas.
Em fevereiro de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como referência para a inflação oficial, estava em 3,81%.
A ANS afirma que não considera adequada uma comparação direta entre a inflação e o reajuste dos planos de saúde. “O percentual calculado pela ANS considera aspectos como as mudanças nos preços dos produtos e serviços em saúde, bem como as mudanças na frequência de utilização dos serviços de saúde”, diz a agência.
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Diferentemente dos planos individuais e familiares, cujo reajuste é definido pela ANS, os planos coletivos têm aumentos negociados entre a pessoa jurídica contratante e a operadora ou administradora.
Nos dois primeiros meses de 2026, os contratos com 30 ou mais beneficiários tiveram reajuste médio de 8,71%. Já os planos com até 29 clientes subiram 13,48%. Segundo a ANS, 77% dos clientes estão em planos com 30 vidas ou mais.
Média de reajuste dos planos coletivos
| Ano | Reajuste |
|---|---|
| 2016 | 15,74% |
| 2017 | 14,24% |
| 2018 | 11,96% |
| 2019 | 10,55% |
| 2020 | 7,71% |
| 2021 | 6,43% |
| 2022 | 11,48% |
| 2023 | 14,13% |
| 2024 | 13,18% |
| 2025 | 10,76% |
| 2026 | 9,90% |
Dados da ANS referentes a março de 2026 mostram que o Brasil tinha 53 milhões de vínculos em planos de saúde, alta de 906 mil em um ano. Uma mesma pessoa pode ter mais de um contrato.
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Do total de clientes, 84% estavam em planos coletivos. Em 2025, o setor de saúde suplementar registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões e lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior da série histórica.
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