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Acionistas da Samsung discordam de acordo com sindicatos sobre lucros da I.A.
Publicado 21/05/2026 • 10:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/05/2026 • 10:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Unsplash
Fachada da Samsung
Um grupo de acionistas da Samsung Electronics entrou em rota de colisão com a direção da empresa após o anúncio de um acordo trabalhista que inclui bônus atrelados ao crescimento da inteligência artificial. A contestação vem logo depois de a empresa ter evitado, na quarta-feira (20), uma greve programada para esta quinta-feira (21).
Segundo os termos divulgados nesta quinta-feira pelo grupo, os salários aumentarão 6,2% em média, com benefícios adicionais.
Leia também: Samsung atinge US$ 1 trilhão e impulsiona recorde da bolsa sul-coreana
Em particular, a empresa estabelecerá um pacote especial de bônus, equivalente a 10,5% dos resultados da principal divisão de semicondutores, sem limite máximo de pagamento, mas condicionado ao cumprimento de metas anuais ambiciosas de lucro operacional.
O acordo de princípio ainda precisa ser ratificado pelos funcionários sindicalizados, com uma votação que começará no sábado e prosseguirá até 28 de maio.
Porém, um influente grupo de acionistas denominado “Korea Shareholder Action Headquarters” afirmou nesta quinta-feira que algumas medidas do acordo preliminar eram ilegais, durante uma manifestação perto da residência do presidente executivo da Samsung Electronics, Lee Jae-yong.
O grupo alega que as negociações sobre os “bônus vinculados ao lucro operacional não foram objeto de uma resolução na assembleia geral de acionistas” e carecem de “validade jurídica”, segundo a legislação sul-coreana.
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Se a Samsung Electronics e os sindicatos ratificarem o acordo “contornando” os procedimentos exigidos, o grupo alerta que recorrerá “a todos os meios legais ao seu alcance para bloquear qualquer liberação de fundos”.
Os chips de memória da Samsung estão em todos os tipos de dispositivos, de produtos eletrônicos de alto consumo até processadores de computador, e seus modelos de última geração são utilizados para ampliar os centros de dados de inteligência artificial.
Em abril, a Samsung anunciou que seu lucro operacional no primeiro trimestre disparou quase 750% na comparação com o ano anterior, enquanto sua capitalização de mercado superou 1 trilhão de dólares pela primeira vez neste mês.
O impacto econômico de uma greve poderia ter sido significativo: a Samsung Electronics, maior fornecedora mundial de chips de memória, é responsável por 12,5% do PIB da Coreia do Sul, e este produto representa 35% das exportações do país.
Leia mais: Coreia do Sul afirma que irá explorar todas as opções para evitar greve na Samsung
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