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Celulares viram dossiês: como a PF quebra a segurança e revoluciona investigações
Publicado 17/01/2026 • 19:18 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 17/01/2026 • 19:18 | Atualizado há 3 semanas
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A Polícia Federal passou a utilizar um conjunto avançado de tecnologias forenses capazes de acessar dados de celulares apreendidos mesmo quando estão desligados, protegidos por senha e sem conexão à internet. A prática tornou-se peça central em investigações que envolvem políticos, empresários, banqueiros e intermediários de poder em Brasília.
Na prática, o telefone deixou de ser apenas um objeto pessoal e passou a funcionar como um dossiê digital completo da vida do investigado. Mensagens, fotos, vídeos, e-mails, registros de aplicativos, histórico de chamadas e até arquivos supostamente apagados podem ser recuperados por meio de ferramentas especializadas.
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Após a apreensão, os aparelhos são encaminhados à informática forense, onde passam por protocolos rígidos de preservação da prova. O primeiro passo é o isolamento total do dispositivo em uma gaiola de Faraday, que bloqueia qualquer comunicação com redes móveis, Wi-Fi ou Bluetooth, impedindo comandos remotos de apagamento ou bloqueio.
Em seguida, softwares como Cellebrite (Israel) e GreyKey (EUA) são conectados ao aparelho por cabo. Essas ferramentas exploram brechas de segurança dos sistemas iOS e Android para acessar a memória interna, quebrar senhas e criar um espelho completo do armazenamento.
Quando o celular está desligado ou danificado, a PF pode recorrer à técnica conhecida como chip off, que desmonta o aparelho e extrai diretamente o chip de memória para leitura dos dados.
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A regra é a extração integral do conteúdo:
Essa abordagem amplia o poder probatório e permite reconstruir rotinas, relações e fluxos de informação dos investigados, mesmo quando parte do conteúdo foi apagada.
O uso dessa tecnologia transformou o celular em uma das principais fontes de evidência em casos de corrupção, fraudes financeiras, crimes empresariais e organização criminosa. No ambiente corporativo e político, isso elevou o risco jurídico e reforçou a importância da governança digital, compliance e segurança da informação.
Especialistas avaliam que, com a digitalização das relações de poder, quase toda decisão estratégica deixa rastros eletrônicos, tornando os smartphones um ativo crítico — e também um passivo jurídico relevante.
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