Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Celulares viram dossiês: como a PF quebra a segurança e revoluciona investigações
Publicado 17/01/2026 • 19:18 | Atualizado há 9 meses
Oracle integra ChatGPT e Codex a seus aplicativos e amplia linha de chips para computação em nuvem
S&P 500 fecha em alta pela segunda sessão consecutiva, impulsionado por ações de chips e queda do petróleo
IPO da Anthropic pode ser “ficção especulativa” ou um “momento histórico”
Boeing reduz prejuízo no terceiro trimestre com alta nas vendas de defesa, mas foco segue na produção do 737 Max
Nvidia investe US$ 3 bilhões na Meta após big tech anunciar plano de captar US$ 95 bilhões para infraestrutura de IA
Publicado 17/01/2026 • 19:18 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Freepik
A Polícia Federal passou a utilizar um conjunto avançado de tecnologias forenses capazes de acessar dados de celulares apreendidos mesmo quando estão desligados, protegidos por senha e sem conexão à internet. A prática tornou-se peça central em investigações que envolvem políticos, empresários, banqueiros e intermediários de poder em Brasília.
Na prática, o telefone deixou de ser apenas um objeto pessoal e passou a funcionar como um dossiê digital completo da vida do investigado. Mensagens, fotos, vídeos, e-mails, registros de aplicativos, histórico de chamadas e até arquivos supostamente apagados podem ser recuperados por meio de ferramentas especializadas.
Leia também: Banco Master: PF quebra sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades
Após a apreensão, os aparelhos são encaminhados à informática forense, onde passam por protocolos rígidos de preservação da prova. O primeiro passo é o isolamento total do dispositivo em uma gaiola de Faraday, que bloqueia qualquer comunicação com redes móveis, Wi-Fi ou Bluetooth, impedindo comandos remotos de apagamento ou bloqueio.
Em seguida, softwares como Cellebrite (Israel) e GreyKey (EUA) são conectados ao aparelho por cabo. Essas ferramentas exploram brechas de segurança dos sistemas iOS e Android para acessar a memória interna, quebrar senhas e criar um espelho completo do armazenamento.
Quando o celular está desligado ou danificado, a PF pode recorrer à técnica conhecida como chip off, que desmonta o aparelho e extrai diretamente o chip de memória para leitura dos dados.
Leia também: Polícia Federal avança na 3ª fase da Operação Coffee Break e investiga ex-nora de Lula
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA regra é a extração integral do conteúdo:
Essa abordagem amplia o poder probatório e permite reconstruir rotinas, relações e fluxos de informação dos investigados, mesmo quando parte do conteúdo foi apagada.
O uso dessa tecnologia transformou o celular em uma das principais fontes de evidência em casos de corrupção, fraudes financeiras, crimes empresariais e organização criminosa. No ambiente corporativo e político, isso elevou o risco jurídico e reforçou a importância da governança digital, compliance e segurança da informação.
Especialistas avaliam que, com a digitalização das relações de poder, quase toda decisão estratégica deixa rastros eletrônicos, tornando os smartphones um ativo crítico — e também um passivo jurídico relevante.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Flávio Bolsonaro está em voo para os Estados Unidos, confirmam fontes
2
Flávio Bolsonaro nos EUA: como funciona a extradição entre Brasil e Estados Unidos
3
PT pede ao STF prisão de Flávio Bolsonaro e acionamento da Interpol
4
Tarcísio diz a pessoas próximas que não sabia que Flávio Bolsonaro deixaria o país
5
Avião retido em Puerto Iguazú sem plano de voo nem lista de passageiros entra na apuração da PF sobre Flávio Bolsonaro