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Igor Lopes: TV 3.0 pode acelerar convergência entre televisão e internet durante a Copa de 2026

Publicado 10/06/2026 • 14:04 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Nova geração da TV aberta permitirá recursos interativos, escolha de câmeras, compras em tempo real e maior integração com a experiência digital já adotada pelos consumidores.
  • Segundo Igor Lopes, TVs preparadas para o padrão 3.0 e dispositivos complementares devem ampliar o acesso a funcionalidades avançadas durante transmissões esportivas.
  • Especialista avalia que a tecnologia tem potencial para se consolidar porque aproxima a televisão aberta dos hábitos já presentes nas redes sociais, streaming e comércio digital.

A chegada da TV 3.0 e das transmissões mais interativas previstas para a Copa do Mundo de 2026 pode acelerar a convergência entre televisão, internet e dispositivos móveis, avalia Igor Lopes, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, a nova tecnologia busca aproximar a TV aberta da experiência digital que já faz parte do cotidiano dos consumidores.

Para o especialista, a adoção do novo padrão segue uma lógica semelhante à transição para a televisão digital. “Tem coisas que você precisa do setup box ou das TVs preparadas para 3.0, que vão começar a chegar no mercado agora”, afirmou nets quarta-feira (10).

Lopes explica que algumas funcionalidades mais avançadas exigirão equipamentos compatíveis ou dispositivos complementares. “Hoje você compraria aparelhinhos que custam entre R$ 300 e R$ 400 para ter acesso a algumas funcionalidades mais elaboradas da TV 3.0”, disse.

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Mais interatividade

Entre os recursos previstos estão a possibilidade de escolher diferentes ângulos de transmissão e ampliar a participação do público durante os eventos.

Agora eu posso escolher qual câmera eu vou assistir. A emissão do sinal consegue trazer várias possibilidades e você escolhe qual câmera quer ver”, afirmou.

Segundo ele, algumas experiências mais simples poderão funcionar diretamente pelo sinal de transmissão, enquanto funcionalidades mais sofisticadas dependerão de conexão à internet. “Comprar algo que estiver sendo exibido na imagem ou acessar recursos mais elaborados exige internet e uma conexão de ida e volta de dados”, explicou.

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Aposta sustentável

Questionado sobre o risco de a TV 3.0 seguir o caminho de tecnologias que não se popularizaram, como os televisores com recursos tridimensionais, Lopes demonstrou confiança na adoção do novo padrão. “A gente já vive isso na internet. Já clica para comprar, já acompanha influenciadores e já consome conteúdo de forma interativa”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a televisão aberta busca incorporar comportamentos que já fazem parte da rotina digital dos usuários. “A TV aberta está vindo com uma tecnologia para ficar alinhada com aquilo que a gente já tem na internet”, disse.

Ele também destaca que a renovação natural dos aparelhos tende a favorecer a expansão do novo ecossistema. “As pessoas estão trocando de TV. A próxima TV já virá com essa função e é natural que o ecossistema vá aumentando”, afirmou.

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Convergência de telas

Para Lopes, a principal contribuição da TV 3.0 será integrar definitivamente a televisão tradicional ao ambiente digital já compartilhado por celulares, computadores e plataformas de streaming.

Hoje a gente já vê as pessoas assistindo televisão enquanto usam o celular ao mesmo tempo. A TV 3.0 entra justamente para conectar a tela grande a esse ecossistema”, afirmou.

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Segundo ele, o consumidor continuará escolhendo a forma como prefere consumir conteúdo, mas passará a contar com uma experiência mais integrada entre diferentes dispositivos. “É mais um recurso para inserir a tela grande e os canais abertos dentro desse mundo que a gente já vive”, disse.

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Na avaliação do especialista, a tecnologia pode representar um novo impulso para a televisão aberta em um cenário de crescente fragmentação da audiência. “É uma forma de conectar ainda mais a TV aberta à realidade digital que já existe hoje”, concluiu.

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