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Com apoio da Samsung, startup sul-coreana Rebellions capta R$ 2 bi antes de IPO

Publicado 30/03/2026 • 13:53 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A Rebellions levantou US$ 400 milhões em nova rodada, com participação de investidores como Samsung, atingindo avaliação de US$ 2,34 bilhões.
  • A empresa pretende usar os recursos para expandir nos Estados Unidos e avançar nos planos de abertura de capital, ainda sem cronograma definido.
  • Focada em chips para inferência em IA, a companhia disputa espaço com Nvidia e outras startups, em meio à alta demanda por semicondutores.

Divulgação / Rebellions

O Rebel-Quad é o produto de segunda geração da Rebellions e é composto por quatro chips de IA Rebel. A Rebellions, uma empresa sul-coreana, busca rivalizar com empresas como a Nvidia no mercado de chips de IA.

A startup sul-coreana de chips de inteligência artificial Rebellions, que tem a Samsung entre seus investidores, anunciou que levantou US$ 400 milhões (R$ 2,09 bilhões) em uma nova rodada de investimentos, como parte da estratégia de expansão nos Estados Unidos e preparação para uma oferta pública inicial (IPO).

A rodada foi liderada pelo Mirae Asset Financial Group e pelo Korea National Growth Fund, fundo ligado ao governo, e atribuiu à empresa uma avaliação de US$ 2,34 bilhões (R$ 12,24 bilhões).

A companhia faz parte de um grupo crescente de startups que buscam aproveitar a forte demanda por chips de IA e o interesse de investidores em empresas voltadas à infraestrutura tecnológica para inteligência artificial.

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O CEO da empresa, Sunghyun Park, afirmou que os recursos serão destinados à expansão no mercado americano. Segundo ele, o foco está em grandes laboratórios de tecnologia, citando Meta e xAI como potenciais clientes, em vez de gigantes como Amazon e Microsoft.

Park também disse que a empresa já mantém testes ativos de prova de conceito com clientes nos Estados Unidos, enquanto avança nos preparativos para o IPO, embora não tenha detalhado prazo ou local da listagem.

A Rebellions desenvolve chips voltados à inferência em inteligência artificial, processo de execução de aplicações, e não ao treinamento de modelos. Esse segmento vem ganhando espaço por buscar maior eficiência energética e velocidade, em contraste com o domínio das GPUs da Nvidia no treinamento.

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A empresa comercializa sistemas de servidores baseados em seus chips Rebel100 NPU e compete não apenas com a Nvidia, mas também com startups como Cerebras e Groq.

Segundo Park, os chips da companhia oferecem maior eficiência energética e desempenho na inferência, embora ele não tenha divulgado números de vendas. Ainda assim, afirmou que há um “forte pipeline de receita”.

Um dos desafios atuais é o fornecimento de componentes. A empresa enfrenta dificuldades para garantir chips de memória, cuja demanda está elevada e a oferta restrita, impulsionando preços. Esses semicondutores são produzidos por Samsung, SK Hynix e Micron.

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Apesar disso, Park destacou que, por ter Samsung e SK Hynix como investidores, a Rebellions estaria em posição privilegiada para garantir suprimentos, em comparação a outras startups.

A aposta da Coreia do Sul em chips

A empresa também integra a estratégia da Coreia do Sul para fortalecer seu setor de semicondutores. O governo lançou no ano passado a iniciativa “K-Nvidia”, voltada a apoiar empresas que desenvolvem chips avançados de IA.

O Korea National Growth Fund contribuiu com 250 bilhões de won (US$ 166 milhões – R$ 868,18 milhões) na rodada, segundo anúncio oficial. Entre os investidores da empresa também estão Samsung, SK Hynix e a petroleira saudita Aramco.

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