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Corrida global por data centers de IA acelera, e pressiona energia, custos e regulação, diz Moody’s

Publicado 12/01/2026 • 16:26 | Atualizado há 5 horas

KEY POINTS

  • Moody’s: corrida por data centers para IA segue forte em 2026, com capacidade pré-alugada e riscos de energia
  • Limitações de energia, riscos regulatórios e resistência local começam a restringir novos projetos, mesmo com a demanda impulsionada por inteligência artificial e computação em nuvem
  • Limitações de energia, riscos regulatórios e resistência local começam a restringir novos projetos, mesmo com a demanda impulsionada por inteligência artificial e computação em nuvem

Divulgação/Moody's

A demanda por capacidade de data centers para sustentar inteligência artificial, computação em nuvem e serviços de internet deve continuar acelerando em 2026, segundo relatório da Moody’s publicado nesta segunda-feira (12). A agência destaca que boa parte da nova oferta já entra no mercado pré-alugada por hiperescaladores, o que reduz o risco de “sobra” de capacidade, mas aumenta a concentração de contrapartes.

Pela projeção da Agência Internacional de Energia (AIE), o consumo global de eletricidade dos data centers deve atingir cerca de 600 TWh em 2026, alta de 14% sobre 525 TWh estimados para 2025 e 20% acima do consumo real de 436 TWh em 2024.

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A Moody’s aponta ainda que os investimentos de capital de seis hiperescaladores nos EUA (Microsoft, Amazon, Alphabet, Oracle, Meta e CoreWeave) somaram cerca de US$ 400 bilhões em 2025 e podem chegar a US$ 500 bilhões em 2026 e US$ 600 bilhões em 2027. Os números impulsionam a estimativa de ao menos US$ 3 trilhões em investimentos globais relacionados a data centers nos próximos cinco anos.

Apesar do apetite, o relatório ressalta gargalos. Limitações de energia e risco regulatório têm restringido projetos em várias regiões, ao mesmo tempo em que cresce a oposição local por preocupações com consumo de eletricidade e água.

Do lado operacional, a Moody’s observa que alguns inquilinos passaram a assumir mais riscos para acelerar prazos de entrega, em meio a custos maiores e escassez de mão de obra e equipamentos. Movimento que, na prática, busca “ganhar tempo” na corrida por capacidade.

Na América Latina, a agência afirma que a carga de TI instalada chegou a 1,36 GW em 2025, com quase 1 GW em construção e vacância abaixo de 5% em polos como São Paulo, Querétaro e Santiago, pressionando preços de locação para patamares recordes.

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O texto cita ainda iniciativas regulatórias para atrair hiperescaladores (como o ReData no Brasil), mas aponta desafios como escassez de água e limitações de rede elétrica, além de “legislação pendente” no Brasil sobre treinamento de IA elevando a complexidade dos investimentos.

A Moody’s também chama para os altos custos de GPUs, que tendem a levar desenvolvedores e proprietários desses ativos a buscar financiamentos alternativos, já que ampliar o acesso a capital virou peça-chave para sustentar a expansão.

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