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Empresas de tecnologia chinesas ganham força com tarifas dos EUA
Publicado 19/04/2025 • 09:38 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 19/04/2025 • 09:38 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Marcus Wu, 12 anos, examina hardware de simulador de corrida em Hong Kong na quarta-feira.
Mithil Aggarwal / NBC News
A guerra comercial entre Estados Unidos e China tem gerado um efeito inesperado, com o fortalecimento das empresas chinesas de tecnologia. Segundo a NBC News, do mesmo grupo da CNBC, fabricantes locais vêm se tornando cada vez mais competitivos, oferecendo produtos de boa qualidade e preços acessíveis, o que se torna um diferencial em um cenário de tarifas recíprocas e incertezas sobre os custos de itens eletrônicos.
O simulador de corrida caseiro do jovem Marcus Wu, de 12 anos, mostra essa mudança. Em entrevista à NBC News, o jovem contou que, em vez de optar por um câmbio manual para seu simulador de corridas de marcas americanas consagradas como a Thrustmaster, sediada no Oregon, ele e seu pai escolheram um modelo da chinesa Moza.
“Se o preço fosse bom, mas a qualidade não, eu não teria comprado”, explicou. “Mas é mais barato e funciona muito bem.”
Segundo a NBC News, o mercado de jogos é um setor estratégico e bilionário. A consultoria PwC estima que o setor movimentará US$ 300 bilhões até 2027. Só os jogadores chineses contribuíram com US$ 44 bilhões em vendas no ano passado, de acordo com o Relatório da Indústria de Jogos da China.
Embora marcas ocidentais ainda liderem em produtos de maior valor agregado, como monitores e processadores, o avanço da qualidade dos itens fabricados na China está mudando o cenário. “As pessoas estão escolhendo mais produtos fabricados na China em cada setor, não apenas em jogos ou smartphones”, disse Xiao Feng Zeng, analista da Niko Partners, ao veículo.
“A qualidade deles é melhor e o preço é mais barato”, completou, alertando que as políticas do presidente Donald Trump podem dificultar a competitividade americana entre os consumidores mais jovens.
Na semana passada, o governo Trump anunciou isenção temporária de tarifas para produtos eletrônicos como computadores e smartphones. No entanto, ainda há expectativa de novos impostos sobre semicondutores e outras tecnologias, o que pode encarecer produtos dos EUA e beneficiar ainda mais os rivais chineses.
Com empresas como Dell, Logitech e Corsair enfrentando incertezas no mercado global, a diferença de preços se torna cada vez mais crítica. A marca californiana Hyte, por exemplo, afirmou recentemente que os preços mais altos de seus produtos não são sustentáveis a longo prazo.
Enquanto isso, para consumidores como Mingfai Wu, a escolha está clara. “É chinês”, resumiu ele, ao pagar pelo câmbio manual para o simulador do filho. “É por isso que é barato e bom.”
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