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EXCLUSIVO: Novo sistema de IA da Nvidia, Vera Rubin, é 10 vezes mais eficiente que o anterior; veja os detalhes
Publicado 25/02/2026 • 13:10 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 25/02/2026 • 13:10 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A Nvidia apresentou à CNBC o superchip Vera Rubin, com duas GPUs Rubin e uma CPU Vera, totalizando 17.000 componentes, na sede da Nvidia em Santa Clara, Califórnia, em 13 de fevereiro de 2026
Os resultados da Nvidia divulgados nesta quarta-feira (25) devem indicar forte crescimento nas vendas do atual sistema em escala de rack da companhia. No entanto, o foco do mercado está no Vera Rubin, próximo sistema de inteligência artificial da empresa, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026.
Composto por cerca de 1,3 milhão de componentes, o Vera Rubin promete entregar 10 vezes mais desempenho por watt em relação ao seu antecessor, o Grace Blackwell, segundo a empresa. O avanço é relevante em um momento em que o consumo de energia se tornou um dos principais desafios na expansão global da infraestrutura de inteligência artificial.
A CNBC teve acesso exclusivo ao sistema na sede da Nvidia, em Santa Clara, Califórnia, onde pôde ver de perto a nova arquitetura.
Segundo a companhia, o Vera Rubin é uma complexa rede de peças fornecidas globalmente. O núcleo inclui 72 GPUs Rubin e 36 CPUs Vera, produzidas majoritariamente pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC). Outros componentes – como sistemas de resfriamento líquido, módulos de energia e bandejas de computação – vêm de mais de 80 fornecedores em pelo menos 20 países, incluindo China, Vietnã, Tailândia, México, Israel e Estados Unidos.
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Um dos grandes desafios é o aumento expressivo dos custos de memória, pressionados pela escassez global causada pela demanda por IA. Dion Harris, chefe de infraestrutura de IA da Nvidia, afirmou que a empresa tem fornecido “previsões muito detalhadas” aos parceiros para garantir o abastecimento.
“Estamos alinhados para garantir que tudo o que estamos enviando seja atendido pela nossa cadeia de suprimentos. Estamos em boa forma”, disse o executivo.
O momento é estratégico para a Nvidia, que domina o mercado de processadores de IA, mas enfrenta concorrência crescente da AMD, além de chips personalizados da Broadcom e das TPUs próprias do Google. A empresa também anunciou planos de fabricar até US$ 500 bilhões em infraestrutura de IA nos Estados Unidos até 2029, incluindo a produção das GPUs Blackwell nas novas fábricas da TSMC no Arizona.
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O Grace Blackwell entrou em produção em 2024 e redefiniu o volume de processamento possível em um único sistema. Já o Vera Rubin, com envio previsto para o segundo semestre de 2026, eleva ainda mais o patamar tecnológico. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, anunciou em janeiro que o sistema já está em produção total.
“Essas máquinas são gigantes. Elas concentram computação, rede, cabeamento e resfriamento em um único rack, construído para máxima eficiência e desempenho”, afirmou Daniel Newman, da consultoria Futurum Group. “Não é assim que os servidores eram historicamente projetados”, completou.
Na semana passada, a Meta anunciou planos de utilizar o Vera Rubin em seus data centers a partir de 2027. Entre outros clientes esperados estão OpenAI, Anthropic, Amazon, Google e Microsoft. Os racks, fabricados nos Estados Unidos, em Taiwan e em uma nova planta da Foxconn no México, pesam quase 2 toneladas e possuem cerca de 1.300 microchips, ante 864 no Grace Blackwell.
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O Vera Rubin foi projetado como um sistema modular e simplificado, facilitando instalação e manutenção. Cada superchip pode ser removido em segundos das 18 bandejas de computação do rack – diferente do Blackwell, onde os componentes são soldados à placa.
Embora consuma cerca de duas vezes mais energia que o antecessor, o novo sistema compensa com o ganho de 10 vezes em desempenho por watt, segundo a Nvidia.
Para Jordan Klein, analista da Mizuho Securities, o que realmente importa é “quantos tokens por energia consumida você consegue gerar”. Segundo ele, “quanto mais você melhora essa eficiência, maior o retorno sobre cada dólar investido”.
O Vera Rubin é também o primeiro sistema da Nvidia 100% refrigerado a líquido, o que, segundo Dion Harris, permite que os data centers utilizem “muito menos água” do que os sistemas tradicionais de resfriamento evaporativo.
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A Nvidia não divulga o preço oficial, mas o Futurum Group estima que o valor será 25% superior ao Grace Blackwell, chegando a algo entre US$ 3,5 milhões e US$ 4 milhões por sistema.
Grandes clientes têm buscado reduzir a dependência da Nvidia ao desenvolver seus próprios chips. Em outubro, a CNBC visitou um data center da Amazon Web Services (AWS) equipado com “ultra-servidores” baseados nos chips Trainium 2. Já o Google opera racks com suas próprias TPUs.
Ainda este ano, a Nvidia enfrentará um novo concorrente de peso: a AMD deve lançar seu primeiro sistema em escala de rack, chamado Helios, após garantir da Meta um compromisso de até 6 gigawatts de capacidade.
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“Você verá muita adoção porque os clientes querem mais capacidade, mas também querem uma segunda fonte viável para manter a Nvidia competitiva”, afirmou Klein.
Sobre a concorrência, Harris declarou: “Tiro o chapéu para quem quiser tentar. Mas certamente não é um empreendimento simples”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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