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Igor Lopes: híbridos ganham espaço enquanto montadoras desaceleram corrida pelos elétricos
Publicado 01/07/2026 • 17:30 | Atualizado há 55 minutos
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Publicado 01/07/2026 • 17:30 | Atualizado há 55 minutos
KEY POINTS
A desaceleração da transição para veículos totalmente elétricos nos Estados Unidos e na Europa tem levado montadoras a reforçarem os investimentos em modelos híbridos, estratégia que busca equilibrar inovação, autonomia e preferências dos consumidores. A avaliação é de Igor Lopes, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC e colunista de tecnologia e inovação.
“Houve uma desaceleração clara em relação ao discurso de poucos anos atrás, mas isso não significa abandono da eletrificação. Muito pelo contrário”, afirmou nesta quarta-feira (1) durante sua participação na coluna Real Tech.
Segundo o especialista, a infraestrutura de recarga ainda limita a adoção dos elétricos em alguns mercados, enquanto os híbridos oferecem maior flexibilidade para diferentes perfis de consumidores.
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Lopes destacou que grandes montadoras americanas continuam lançando veículos a combustão e híbridos, especialmente em regiões onde a infraestrutura para carros elétricos ainda é insuficiente. “Quando você vai para o centro dos Estados Unidos, essa ainda é uma questão. As próprias montadoras entendem que existe espaço para diferentes tecnologias”, disse.
Na Europa, acrescentou, diversas fabricantes também revisaram seus cronogramas para a eletrificação total e passaram a adotar uma transição mais gradual.
Para o especialista, o sucesso dos híbridos está diretamente ligado à combinação entre autonomia elevada e praticidade no abastecimento. “Você reúne a aceleração do motor elétrico com a autonomia e a facilidade do motor a combustão. Isso acaba oferecendo o melhor dos dois mundos.”
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Na avaliação de Lopes, a indústria chinesa consolidou vantagem competitiva na produção de veículos elétricos, levando fabricantes ocidentais a concentrarem esforços em segmentos nos quais já possuem tradição.
“Ficou muito difícil competir com a China no elétrico puro. As montadoras ocidentais resolveram focar naquilo que fazem muito bem, que são os carros a combustão”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCEle observou que modelos elétricos de luxo produzidos por fabricantes chineses chegam ao mercado por valores significativamente inferiores aos praticados por concorrentes tradicionais.
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Apesar da mudança de estratégia das montadoras, Lopes afirmou que os veículos totalmente elétricos continuam ampliando participação em diversos mercados. “O elétrico continua crescendo. O que mudou foi a expectativa da velocidade dessa transformação. Em vez de uma substituição rápida, teremos uma convivência maior entre elétricos, híbridos e combustão.”
Segundo ele, países que oferecem incentivos fiscais, infraestrutura de recarga e políticas públicas favoráveis seguem registrando crescimento consistente nas vendas desse tipo de veículo.
Para o colunista, o Brasil reúne características que podem favorecer uma transição tecnológica mais equilibrada. “Temos uma matriz elétrica relativamente limpa e também o etanol. Isso permite que o país não precise escolher um único caminho.”
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Ele defendeu, porém, que a política industrial brasileira priorize também a transferência de tecnologia. “Não basta trazer fábricas para montar carros aqui. Precisamos trazer conhecimento e desenvolvimento tecnológico. Isso fará toda a diferença para a competitividade da indústria brasileira.”
Ao comentar o lançamento do novo SUV híbrido da Lamborghini, Lopes afirmou que a decisão da fabricante reflete uma estratégia de preservar consumidores tradicionais enquanto amplia a oferta para novos públicos.
“A Lamborghini conseguiu unir a aceleração do motor elétrico com o ronco do motor a combustão. Assim, não perde o cliente antigo e ainda conquista novos compradores”, concluiu.
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