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Musk vs Altman: veja o que esperar após o primeiro dia de julgamento
Publicado 28/04/2026 • 19:18 | Atualizado há 56 minutos
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Publicado 28/04/2026 • 19:18 | Atualizado há 56 minutos
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Foto: reprodução/Reuters
Musk vs Altman: o que já aconteceu no caso e o que esperar do julgamento agora
Um júri de nove pessoas foi definido na última segunda-feira (27), na Califórnia, para analisar a disputa judicial entre Elon Musk e Sam Altman, dois nomes centrais da corrida global pela inteligência artificial.
O julgamento começou nesta terça-feira e deve abrir uma nova etapa em um conflito de controle empresarial, promessa filantrópica e bilhões de dólares em jogo.
A ação foi movida por Musk contra a OpenAI, Sam Altman e Greg Brockman. O empresário afirma que a companhia se afastou dos princípios originais que motivaram sua criação e passou a priorizar interesses comerciais.
A OpenAI contesta as acusações e diz que o processo não tem fundamento, de acordo com o The Guardian.
Elon Musk participou da fundação da OpenAI em 2015, quando a organização surgiu com proposta de desenvolver inteligência artificial de forma aberta e voltada ao benefício público. Anos depois, ele deixou o conselho da empresa.
Desde então, a OpenAI cresceu rapidamente, lançou produtos de grande alcance e estruturou uma operação com fins lucrativos, mantendo uma entidade sem fins lucrativos no comando institucional.
Para Musk, essa mudança contrariou os compromissos assumidos no início do projeto. Já a empresa afirma que sua estrutura atual foi necessária para captar recursos e seguir competitiva no setor.
Na abertura do julgamento, os dois lados adotaram estratégias opostas para influenciar os jurados. A defesa de Musk tentou centrar o debate na missão original da OpenAI, afirmando que a organização teria abandonado princípios criados para beneficiar a sociedade e não interesses privados.
Já os advogados da empresa buscaram apresentar o empresário como um ex-sócio inconformado por ter perdido espaço no comando do projeto.
Durante sua fala inicial, a equipe de Musk também citou a participação da Microsoft como ponto central da transformação da OpenAI.
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O empresário foi a primeira testemunha chamada por sua própria defesa e passou horas respondendo perguntas no tribunal federal.
Segundo a cobertura realizada pela CNBC, ao fim da sessão, ele demonstrava cansaço e deverá retornar ao banco das testemunhas para concluir o depoimento no dia seguinte.
Durante sua fala, Musk procurou reforçar que teve participação decisiva na criação da OpenAI. Segundo ele, além de ajudar a formular a ideia inicial, também escolheu o nome da organização, recrutou profissionais estratégicos e forneceu os recursos financeiros do começo da operação.
Os advogados de Musk sustentam que cerca de US$ 38 milhões repassados por ele à OpenAI estavam vinculados ao compromisso de manter a entidade sem fins lucrativos.
A estratégia da defesa é convencer o júri de que esses valores foram destinados a uma causa pública e não poderiam ser usados para impulsionar uma estrutura comercial.
Para isso, documentos dos primeiros anos da empresa foram exibidos no tribunal, incluindo textos que mencionavam código aberto e desenvolvimento de tecnologia em benefício da humanidade.
A Microsoft, também citada no processo, apresentou defesa própria diante do júri. Seus advogados argumentaram que a companhia não participou de qualquer irregularidade e que Musk já conhecia há anos a relação entre Microsoft e OpenAI.
A defesa da empresa ainda destacou que Musk possuía contato direto com Satya Nadella e jamais teria comunicado formalmente qualquer objeção antes de abrir a ação judicial.
O julgamento também discute a reorganização corporativa da OpenAI. Hoje, a operação funciona com uma fundação sem fins lucrativos no controle de uma empresa de benefício público voltada ao mercado. Esse modelo virou uma das principais frentes de questionamento da ação movida por Musk.
A defesa da OpenAI afirma que mudanças estruturais foram necessárias para captar investimentos e financiar a expansão da companhia em meio à corrida global por inteligência artificial.
Embora o processo trate de promessas feitas na fundação da OpenAI, o pano de fundo inclui a competição atual entre as empresas.
Musk criou a xAI em 2023 e depois integrou o negócio ao X e à SpaceX, ampliando sua presença no setor.
Os advogados da OpenAI insistem que a ação judicial ganhou força somente após o sucesso do ChatGPT e o avanço comercial da empresa, tese usada para sustentar que a disputa também envolve concorrência direta no mercado.
No processo, Musk sustenta que foi levado a acreditar em uma missão diferente daquela executada posteriormente.
Ao longo da ação, seus advogados chegaram a pedir indenizações bilionárias e mudanças profundas na liderança da OpenAI.
Também houve solicitação para revisar a recente reestruturação societária da empresa, que consolidou a organização sem fins lucrativos como controladora da parte comercial.
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Parte das acusações iniciais foi retirada antes do julgamento. Das 26 alegações apresentadas em 2024, restaram duas principais frentes: enriquecimento sem causa e violação de confiança filantrópica.
A OpenAI nega qualquer irregularidade e afirma que o processo representa uma tentativa de enfraquecer um concorrente direto. Musk fundou a xAI, empresa rival no mercado de inteligência artificial, depois de romper com a OpenAI.
Nos últimos meses, a disputa saiu dos autos e ganhou as redes sociais, com trocas públicas de críticas entre os lados.
Os próximos dias devem concentrar a fase mais importante do processo, com a continuidade do depoimento de Elon Musk e o início das oitivas de outras testemunhas ligadas aos dois lados.
A expectativa é que executivos, ex-integrantes da OpenAI e especialistas sejam chamados para sustentar versões opostas sobre a origem e a transformação da empresa.
Também são aguardados novos documentos internos, mensagens e e-mails trocados nos primeiros anos da OpenAI.
Esses materiais podem ajudar o júri a entender se existiu, de fato, um compromisso formal de manter a organização permanentemente sem fins lucrativos ou se houve apenas uma intenção inicial sem obrigação jurídica.
Outro ponto observado pelo mercado será a possível participação de nomes de peso da tecnologia, como Satya Nadella, presidente da Microsoft.
Como a empresa investiu bilhões na OpenAI, qualquer depoimento sobre a parceria pode influenciar a percepção do júri e ampliar o alcance do caso.
A juíza Yvonne Gonzalez Rogers já indicou que pretende manter ritmo acelerado no cronograma. A fase atual deve se concentrar na análise de responsabilidade, enquanto eventuais punições ou mudanças estruturais ficariam para uma etapa posterior.
Mesmo antes da sentença, o julgamento tende a produzir impacto relevante. O caso expõe bastidores da corrida global por inteligência artificial, pressiona a imagem pública das empresas envolvidas e pode influenciar futuras regras de governança no setor. A expectativa do tribunal é concluir a primeira parte até 21 de maio.
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Além do impacto financeiro, o caso entre Musk e Altman pode influenciar debates sobre governança em empresas de inteligência artificial, transparência no uso de recursos e limites entre missão pública e lucro privado.
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