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A próxima disputa tecnológica após a I.A já começou

Publicado 24/06/2026 • 11:20 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A inteligência artificial segue como o principal eixo de transformação tecnológica da atualidade, com impacto direto em setores como indústria, finanças, saúde e serviços digitais.
  • Ao mesmo tempo, outra frente começa a ganhar espaço nas discussões de longo prazo dentro das big techs: a computação quântica.
  • Grandes empresas já trabalham com prazos, estruturas de pesquisa e desenvolvimento e apostas específicas para os próximos anos.
A próxima disputa tecnológica após a IA já começou

Foto: Unsplash

A próxima disputa tecnológica após a IA já começou

A inteligência artificial segue como o principal eixo de transformação tecnológica da atualidade, com impacto direto em setores como indústria, finanças, saúde e serviços digitais. No entanto, as empresas ainda ajustam suas estratégias para aproveitar o potencial da I.A.

Ao mesmo tempo, outra frente começa a ganhar espaço nas discussões de longo prazo dentro das big techs: a computação quântica.

Ainda distante da aplicação em larga escala, essa tecnologia vem sendo tratada cada vez menos como uma possibilidade teórica. Passa a ser vista mais como um campo com previsão de evolução concreta.

Leia também: Amazon projeta computação quântica comercial chegar em 7 anos

Grandes empresas já trabalham com prazos, estruturas de pesquisa e desenvolvimento e apostas específicas para os próximos anos. Dessa forma, isso indica que a disputa pela liderança nesse setor já começou.

Nesse cenário, a Amazon passa a apresentar sua primeira estimativa oficial sobre quando a tecnologia pode chegar ao mercado de forma prática. Além disso, entra diretamente na corrida global ao lado de outras gigantes da tecnologia.

A nova corrida tecnológica após a I.A já começou

Segundo Peter DeSantis, executivo da Amazon responsável pela IA, chips e computação quântica, os primeiros computadores quânticos com utilidade comercial devem surgir em um prazo de cinco a sete anos.

A declaração ocorreu em entrevista à CNBC e marca a primeira previsão oficial de prazo da empresa sobre o tema.

DeSantis afirmou que a evolução da tecnologia deve ocorrer de forma gradual. Além disso, ele comparou esse ritmo ao observado na Lei de Moore, que descreve o crescimento contínuo da capacidade dos semicondutores ao longo do tempo.

A expectativa é que, a partir dessa fase inicial, a computação quântica avance ano após ano, ampliando sua capacidade de resolver problemas mais complexos.

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Leia também: O que é computação quântica? Veja dez termos do setor que você precisa conhecer agora

Como funciona a computação quântica

Na computação clássica, os sistemas processam as informações em bits, que assumem valores de zero ou um. Já na computação quântica, a tecnologia utiliza qubits, que podem representar zero, um ou ambos os estados simultaneamente.

Segundo DeSantis, existe um entendimento equivocado comum sobre a tecnologia. No entanto, não se deve enxergar computadores quânticos apenas como máquinas mais rápidas, mas como sistemas capazes de resolver tipos específicos de problemas que os computadores atuais não conseguem tratar de forma eficiente.

Corrida entre as big techs e aplicações iniciais

Outras empresas também apresentam estimativas diferentes para a chegada da tecnologia. O Google prevê que aplicações práticas podem surgir em cerca de cinco anos.

A Microsoft projeta uma máquina quântica comercialmente viável até 2029. Já o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou anteriormente que seriam necessários cerca de 15 anos para a tecnologia se tornar útil, declaração posteriormente reconsiderada.

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A Amazon também apresentou o chip Ocelot, voltado à correção de erros, um dos principais desafios da computação quântica.

Segundo DeSantis, os primeiros usos da tecnologia devem estar relacionados a áreas como química e ciência dos materiais. Essas áreas, inclusive, exigem simulações complexas ainda não possíveis em computadores tradicionais e na própria I.A atual.

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