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MWC 2026: Como geopolítica e Big Techs moldam a maior feira de tecnologia do mundo
Publicado 04/03/2026 • 22:50 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 04/03/2026 • 22:50 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A Mobile World Congress (MWC) em Barcelona revelou como os conflitos geopolíticos e as estratégias das Big Techs estão transformando o cenário das grandes feiras de tecnologia, disse Igor Lopes, colunista de inovação do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que a movimentação nos pavilhões foi diretamente afetada pelo fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio durante o período de embarque: “De fato, deu para perceber uma mudança na feira. O pavilhão israelense, que esperava cerca de 30 empresas vindo para cá, estava com quase metade desse número. Quando eu estava voando para cá, o espaço aéreo estava fechado; muita gente não conseguiu embarcar porque era exatamente o dia da viagem, então os corredores estavam mais vazios”.
Além da geopolítica, o especialista apontou que empresas como a Apple e a Samsung estão desafiando o formato tradicional da MWC ao realizar eventos próprios simultâneos. “Isso compete com o espaço da indústria e do jornalismo. A Apple nunca participou da feira e ontem fez um evento para lançar o iPhone 17e e novos MacBooks. Vira uma competição por atenção em pleno dia de evento. É uma tendência de mercado as grandes marcas saírem desses encontros globais para fazerem coisas exclusivas”, explicou.
No campo das inovações em dispositivos, o destaque foi para o “telefone robô” da chinesa Honor, que utiliza inteligência artificial para interagir visualmente com o usuário. “A câmera gira 360 graus em três eixos e funciona como um ChatGPT turbinado, onde ele consegue ver o que está ao redor. Você pode colocar um objeto na frente e perguntar o que é, ou pedir para ele descrever as pessoas. Por enquanto é uma curiosidade, mas em breve o mercado encontrará utilidade real para isso no dia a dia”, afirmou.
A feira também serviu de palco para conceitos futuristas, como o carro Vision da Xiaomi e telas expansíveis que prometem maior produtividade. “O Vision é um carro conceito feito para o jogo Gran Turismo, com aerodinâmica de Fórmula 1, mostrando como a Xiaomi quer controlar tudo, da luz da casa ao automóvel, pelo smartphone. Outro conceito legal é o da Lenovo, com uma tela de 16 polegadas que rola para o lado e chega a 24 polegadas, permitindo carregar um laptop pequeno que cresce na hora de trabalhar”.
Por fim, Lopes ressaltou como a inteligência artificial está humanizando o atendimento ao cliente (B2B) através de experiências personalizadas e uso de voz. “Conversando com uma empresa que patrocina a Haas na Fórmula 1, vi como usam IA para o relacionamento com o torcedor. Você é avisado sobre o treino com a voz dos pilotos te chamando pelo nome. É a ilustração perfeita de como usar a tecnologia para falar no um a um, com a mensagem que interessa para aquele cliente específico”.
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