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O que é o chip Rubin e por que ele pode revolucionar a inteligência artificial
Publicado 07/01/2026 • 11:15 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 07/01/2026 • 11:15 | Atualizado há 1 dia
KEY POINTS
Em entrevista concedida na última terça-feira (06) à rede CNBC, o presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, apresentou o chip Vera Rubin, nova aposta da empresa para reduzir drasticamente os custos da inteligência artificial e ampliar seu uso em larga escala.
Desenvolvido para operar em centros de dados e nas chamadas fábricas de IA, o componente inaugura uma mudança estrutural no setor ao tratar a inteligência artificial como uma commodity industrial, com impacto direto sobre empresas como OpenAI, Google e outras gigantes da tecnologia, segundo a publicação realizada pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
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O Vera Rubin é a nova arquitetura de processamento da Nvidia voltada ao treinamento e à execução de modelos avançados de inteligência artificial.
Diferentemente das gerações anteriores, o chip foi projetado para maximizar a produção de tokens, unidade básica usada no funcionamento de modelos de linguagem, imagem, vídeo e robótica.
Segundo Huang, a proposta central é simples, produzir mais inteligência em menos tempo e com menor consumo de energia.
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A Nvidia afirma que o Rubin é capaz de treinar modelos de fronteira até quatro vezes mais rápido do que a geração Blackwell, encurtando o tempo de desenvolvimento de novos produtos e serviços baseados em IA. Na prática, isso significa reduzir o tempo de chegada ao mercado e aumentar o retorno sobre investimentos em infraestrutura computacional.
A lógica econômica por trás do Rubin rompe com a noção tradicional de que chips mais potentes são apenas mais caros. Para a Nvidia, velocidade é sinônimo de economia.
Ao acelerar o treinamento e a geração de respostas, o novo chip reduz o custo de cada token processado em até dez vezes, combinando eficiência energética, novos algoritmos e integração mais profunda entre hardware e software.
Esse ganho é central para empresas que operam modelos em escala global, já que o custo computacional é hoje um dos principais limitadores para a expansão da inteligência artificial em produtos comerciais.
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Huang defende que o setor vive uma transição estrutural, o conceito clássico de supercomputadores dá lugar às fábricas de IA, ambientes projetados para produzir inteligência de forma contínua, previsível e escalável. Nesse modelo, o desempenho não é medido apenas pela potência bruta, mas pelo rendimento total da operação ao longo do tempo.
Segundo o executivo, o Rubin eleva em até dez vezes o rendimento dessas fábricas, permitindo que a capacidade de entrega cresça enquanto o custo unitário cai. É essa equação que, na visão da Nvidia, viabiliza tratar a inteligência artificial como um insumo industrial.
Outro impacto direto do Rubin está na chamada IA física. Huang afirmou que a robótica humanoide deixou de ser um desafio teórico para se tornar um problema de engenharia.
A mesma infraestrutura que gera texto ou vídeo agora pode produzir comandos físicos, traduzindo tokens em movimentos com precisão.
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Para o chip, não há distinção entre linguagem, imagem ou ação mecânica, tudo é tratado como números. Essa neutralidade permite que a mesma base tecnológica seja usada tanto em sistemas digitais quanto em robôs, veículos autônomos e outras aplicações no mundo real.
A Nvidia atribui parte de sua liderança à decisão de manter um ecossistema aberto, capaz de rodar diferentes modelos de inteligência artificial, sejam eles proprietários ou abertos.
A empresa colabora com diversas organizações do setor, evitando amarrar sua tecnologia a um único modelo ou plataforma.
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Essa abordagem, segundo Huang, garante que a Nvidia continue sendo a infraestrutura comum por trás da maior parte da ciência computacional moderna, mesmo em um cenário de crescente concorrência entre grandes desenvolvedores de IA.
Embora o número de transistores do Rubin tenha crescido de forma modesta em relação à geração anterior, a Nvidia aposta no chamado co-design.
A estratégia envolve inovar simultaneamente em GPU, CPU, redes e sistemas de dados, tratando o data center como um único organismo tecnológico.
Essa integração é apontada como o principal fator por trás dos saltos de desempenho, que vão além dos limites físicos tradicionais da indústria de semicondutores.
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Com o novo chip Vera Rubin, a Nvidia aposta que a inteligência artificial deixará de ser um recurso escasso e caro para se tornar um componente básico da economia digital, com efeitos que devem se espalhar por praticamente todos os setores produtivos nos próximos anos.
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