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Real Tech: ar-condicionado deixa de ser gasto invisível e se torna ativo estratégico
Publicado 04/02/2026 • 14:25 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 04/02/2026 • 14:25 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O sistema de climatização deixou de ser um item operacional invisível para se tornar um fator estratégico nos negócios. Segundo o especialista em tecnologia e inovação Igor Lopes, o HVAC (sigla em inglês para aquecimento, ventilação e ar-condicionado) pode responder por até 40% do consumo energético total de edifícios corporativos, hospitais, hotéis, data centers e lojas físicas.
“Se a gente quer ser verde, tem que olhar para a energia. E o sistema de ar-condicionado acaba sendo um dos principais vilões”, disse, durante o quadro Real Tech – All Connected do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Leia também: Os riscos invisíveis da conectividade: como proteger setores críticos contra ameaças tecnológicas
A escolha da tecnologia, acrescenta, impacta diretamente o valuation do imóvel, a certificação ambiental e o custo operacional ao longo de todo o ciclo de vida.
Lopes defende uma mudança de mentalidade das empresas, que ainda priorizam o menor investimento inicial. “Ao invés de pensar só no CAPEX e ir no mais barato, as empresas precisam olhar para o tempo total de uso: quanto vão economizar de energia ao longo dos anos e que benefícios isso traz”, disse.
A automação e a eficiência energética, segundo ele, já colocam o ar-condicionado no centro da estratégia de sustentabilidade corporativa.
Uma das inovações mais relevantes nesse processo é o uso de Digital Twin, ou gêmeo digital. “Eu pego a planta do prédio e faço ela digitalmente. Assim consigo prever fluxo de pessoas, posicionar sensores, ajustar a climatização conforme ocupação e evitar retrabalho e aumento de custos”, explicou. Com essa simulação prévia, é possível criar zonas térmicas diferentes, otimizar o projeto antes da execução e tornar o sistema mais eficiente e até mais barato.
A inteligência artificial e a análise de dados ampliam esse potencial, inclusive na qualidade do ar. “Hoje existem filtros que eliminam 99,9% das bactérias e sensores que indicam excesso de CO₂ ou partículas no ambiente”, afirmou.
Para Lopes, após a pandemia, a climatização virou um ativo estratégico também para retenção de talentos e experiência do usuário. “O ideal é você não pensar no ar-condicionado. Quando ele funciona bem, todo mundo está confortável. E isso impacta produtividade, saúde e até vendas.”
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