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Reino Unido discute restringir redes sociais para crianças e adolescentes; entenda por que
Publicado 14/01/2026 • 11:48 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 14/01/2026 • 11:48 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Canva
Reino Unido discute restringir redes sociais para menores após mudança de posição de Starmer
Ao discursar a parlamentares do Partido Trabalhista na noite de segunda-feira (12), no Parlamento britânico, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou estar aberto a discutir a proibição do uso de redes sociais por jovens.
A mudança de postura ocorre diante da preocupação crescente com o tempo excessivo que crianças e adolescentes passam conectados e com os impactos das plataformas digitais sobre a saúde mental e o desenvolvimento de menores de 16 anos.
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Até recentemente, Starmer se mostrava contrário a uma proibição formal, o argumento era que a medida seria difícil de fiscalizar e poderia empurrar adolescentes para ambientes ainda mais perigosos da internet. Segundo o Jornal The Guardian, o premiê reconhece que o debate ganhou outra dimensão.
Em reunião com deputados trabalhistas, ele disse que acompanha com atenção a experiência da Austrália, que adotou restrições mais duras ao acesso de jovens às redes sociais. Segundo participantes do encontro, o tom foi de abertura. A avaliação interna é de que “todas as opções estão sobre a mesa”.
O caso australiano passou a funcionar como referência no debate britânico. O governo de Canberra implementou regras que limitam o acesso de menores a plataformas consideradas altamente viciantes, movimento que ampliou a pressão política em Londres por uma resposta semelhante.
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Starmer afirmou que existem diferentes formas de implementar restrições e que o Reino Unido estuda quais mecanismos seriam mais eficazes e viáveis. A expectativa, segundo autoridades, é que uma decisão seja tomada nos próximos meses.
Além das redes sociais, o primeiro-ministro abordou o uso de celulares no ambiente escolar. Para ele, há um consenso crescente de que os aparelhos não deveriam fazer parte da rotina em sala de aula, sobretudo no ensino básico.
O tema tem sido tratado como complementar ao debate sobre redes sociais, já que o acesso às plataformas ocorre, é na maioria, por meio dos smartphones.
O debate deixou de ser exclusivo do Partido Trabalhista e ganhou caráter suprapartidário. A líder conservadora Kemi Badenoch defendeu medidas para impedir que menores de 16 anos acessem redes sociais com mecanismos considerados viciantes.
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Andy Burnham, prefeito trabalhista da Grande Manchester, solicitou um acordo entre partidos em torno de propostas mais ousadas.
Outros líderes também se manifestaram, como Nigel Farage, do Reform UK, e Ed Davey, dos Liberais Democratas, disseram que acompanham o experimento australiano e veem nele um possível caminho para o Reino Unido.
No ano passado, o governo havia resistido a um projeto apresentado pelo deputado trabalhista Josh MacAlister, que previa limitar o uso de algoritmos para adolescentes e impor salvaguardas tecnológicas a celulares vendidos para menores de 16 anos. À época, a proposta não avançou.
Agora, o cenário é outro. Integrantes do governo indicam que a secretária de tecnologia, Liz Kendall, também se mostra receptiva à ideia de restrições mais duras.
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O secretário de Saúde, Wes Streeting, resumiu o espírito do debate ao citar preocupações que vão do cyberbullying a transtornos alimentares, passando por riscos de aliciamento, radicalização e envolvimento com o crime organizado. Para ele, os motivos que levaram a Austrália a agir são os mesmos que desafiam o Reino Unido.
Com o apoio político em expansão e a pressão da opinião pública, o governo britânico se prepara para uma das discussões mais sensíveis da agenda digital.
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No centro dela está a relação entre jovens e redes sociais, um tema que deve dominar o debate público nos próximos meses.
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