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Resultados da Oracle na próxima semana colocam a aposta em IA à prova
Publicado 02/09/2026 • 17:21 | Atualizado há 18 minutos
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Publicado 02/09/2026 • 17:21 | Atualizado há 18 minutos
KEY POINTS
JHVEPhoto/Shutterstock
A próxima semana pode ser decisiva para a Oracle e para todo o ecossistema de IA. No dia seguinte à apresentação da OpenAI Foundation na conferência de Comunicações & Tecnologia do Goldman Sachs, a Oracle divulgará seus resultados, em um momento de enorme expectativa em torno de seu papel na expansão da infraestrutura de IA. E isso acontece justamente quando as dúvidas sobre os gigantescos compromissos de infraestrutura da OpenAI (especialmente os assumidos com a Oracle) começam a ganhar ainda mais peso.
Wall Street está claramente otimista: são 42 recomendações de Compra, oito de Manutenção e apenas uma de Venda. As projeções apontam para um crescimento de aproximadamente 28% da receita em moeda constante, contra 11% no mesmo período do ano passado, enquanto o EPS ajustado pode avançar cerca de 18,5%. Ou seja, a receita está crescendo mais rápido do que os lucros.
Compare isso com alguns fornecedores de hardware, como a Micron. A receita da empresa deve encerrar o ano fiscal terminado em 31/8/26 cerca de 246% acima do ano anterior, enquanto o EPS deve saltar mais de 840% no mesmo período. Uma empresa está se beneficiando de uma combinação extraordinária de demanda e poder de precificação; a outra está arcando com a conta.
A infraestrutura de nuvem continua sendo o principal pilar da tese otimista. O negócio de OCI, da Oracle, vem crescendo em ritmo explosivo, e a administração projeta um crescimento de 27% a 29% na receita total neste trimestre.
Amazon, Alphabet e Meta já estão destinando praticamente todo o caixa gerado por seus negócios (e, em alguns casos, até um pouco mais) à infraestrutura de IA. A Oracle está em uma posição diferente. Seu balanço já é mais alavancado, e a empresa depende mais de financiamento externo para bancar seus investimentos previstos.
Para quem está otimista com a ação, isso é atraente: a Oracle oferece uma exposição maior à alavancagem financeira e operacional proporcionada por um possível boom de IA. Mas, para quem prefere manter os pés no chão, o cenário é menos confortável. Quando os riscos começam a aparecer, uma estrutura mais alavancada pode amplificar tanto os ganhos quanto as perdas, e os concorrentes da Oracle não são exatamente fáceis de enfrentar.
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O mercado de opções também reconhece essa incerteza. Os preços indicam uma movimentação superior a 10% até o final da próxima semana, em linha com a média observada nos últimos dois anos.
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Siga o Times | CNBCEntão, como operar esse cenário?
Trade: Com a ORCL na faixa dos US$ 140 (R$ 732,20), uma possibilidade é a seguinte estrutura. Ela às vezes é chamada de “double diagonal”.
A estratégia consiste em vender o strangle semanal de 25 de setembro, com strikes de 125/167,50 (ou seja, vender simultaneamente as puts de US$ 125 (R$ 653,75) e as calls de US$ 167,50 (R$ 876,03) e, ao mesmo tempo, comprar o strangle de janeiro, com strikes de US$ 115 (R$ 601,45)/US$ 195 (R$ 1.019,85). O custo líquido da operação fica em aproximadamente US$ 8,30 (R$ 43,41).
Com base nos preços atuais, a posição apresenta uma probabilidade estimada de lucro superior a 70%, com pontos de equilíbrio aproximados no vencimento em torno de US$ 118 (R$ 617,14) no lado negativo e US$ 180 (R$ 941,40) no lado positivo. Isso corresponde a uma movimentação de aproximadamente 17% a 18% em qualquer uma das direções.
E são movimentos bastante expressivos, justamente porque considero perfeitamente possível que a Oracle tenha uma movimentação desse tamanho na próxima semana.
Em vez de pagar caro pela volatilidade de curto prazo ou simplesmente apostar contra uma ação que vem mostrando um momentum muito forte, o strangle swap de setembro/janeiro busca vender a volatilidade inflada em torno dos resultados, apostando que otimistas e pessimistas continuarão disputando espaço nos próximos meses. Ao mesmo tempo, a estratégia mantém uma proteção de prazo mais longo caso aconteça um movimento realmente fora do comum.
Se os resultados forem apenas bons (ou apenas ruins) sem representar uma mudança radical no cenário, a rápida perda de valor temporal das opções de setembro, o chamado “vol crush”, deverá trabalhar a nosso favor.
Por outro lado, se a Oracle (ou a própria OpenAI) provocar um choque no mercado, seja positivo ou negativo, as opções de janeiro oferecem algo que uma posição vendida em prêmio descoberto não oferece: tempo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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