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I.A e robótica avançam, mas conectividade amplia risco de ataques cibernéticos, afirma Igor Lopes

Publicado 02/09/2026 • 14:02 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Começa nesta semana a IFA, uma das principais e mais tradicionais feiras de tecnologia e eletrônicos do mundo.
  • Segundo Igor Lopes, comentarista de Tecnologia e Inovação do canal, a expansão da I.A, da robótica e dos dispositivos conectados está mudando a relação dos consumidores com a tecnologia.
  • No entanto, o especialista explicou que o cenário também aumenta os riscos de ataques cibernéticos.

Começa nesta semana a IFA, uma das principais e mais tradicionais feiras de tecnologia e eletrônicos do mundo. Segundo Igor Lopes, comentarista de Tecnologia e Inovação do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que falou diretamente da feira, onde acompanha como a expansão da inteligência artificial, da robótica e dos dispositivos conectados está mudando a relação dos consumidores com a tecnologia, mas também aumenta os riscos de ataques cibernéticos.

Para o colunista, quanto mais conectada uma cidade, empresa ou sistema, maior tende a ser sua exposição a invasões. “Quanto mais digitalizada é uma cidade, no final das contas, maior também é a superfície de ataque”, afirmou.

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O especialista citou o recente ataque à rede de dados do governo de Berlim como exemplo desse risco. Segundo Lopes, um grupo de ransomware afirmou ter roubado aproximadamente 5,79 terabytes de dados, incluindo contratos, informações pessoais, e-mails, telefones e senhas de funcionários do governo.

De acordo com o colunista, os criminosos chegaram a oferecer os dados em um leilão e pediram 30 bitcoins. O governo de Berlim, porém, decidiu não pagar o resgate.

Para Lopes, o episódio mostra que nem mesmo cidades altamente digitalizadas estão imunes a ataques. O desafio, segundo ele, não é alcançar uma segurança absoluta, mas reduzir vulnerabilidades e aumentar a capacidade de recuperação dos sistemas.

“Nenhuma cidade, nenhuma empresa, nenhuma pessoa, nenhum sistema é 100% imune a um ataque cibernético”, disse.

Entre as medidas citadas pelo especialista estão a realização de backups, a segmentação das redes e o uso de autenticação multifator. A preocupação tende a crescer à medida que sistemas públicos e privados ficam cada vez mais interconectados.

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I.A começa a sair da tela

Além da segurança digital, a IFA deve mostrar uma mudança na forma como a inteligência artificial é incorporada aos produtos de consumo.

Na avaliação de Lopes, a discussão deixou de ser sobre onde colocar I.A. Geladeiras, televisores e smartphones já incorporam recursos baseados na tecnologia. A questão agora é como esses sistemas podem executar tarefas e facilitar efetivamente a vida dos usuários.

Uma das tendências destacadas pelo colunista é a chamada I.A local, em que parte do processamento ocorre diretamente no dispositivo, sem que todas as informações precisem ser enviadas para servidores na nuvem.

Segundo Igor, esse modelo pode reduzir a exposição de dados durante o tráfego entre dispositivos e servidores.

Outra frente é a robótica. A área IFA Next, segundo o especialista, terá cerca de 300 expositores, com robôs humanoides, aplicações industriais e demonstrações de diferentes tecnologias.

A terceira tendência apontada é o que ele chama de “tecnologia invisível”: aparelhos que passam a se comunicar entre si e compartilhar informações, com a inteligência artificial coordenando essas interações.

Nesse cenário, geladeiras, televisores, dispositivos vestíveis e outros equipamentos deixam de funcionar de maneira isolada e passam a integrar um mesmo ecossistema tecnológico. “Quanto mais conectada uma cidade, maior a necessidade dela também ser resiliente”, afirmou o especialista.

Estagiária sob supervisão.

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