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“Uma IA só não faz verão”: Tess revoluciona o mercado com plataforma que integra 250 modelos
Publicado 30/01/2026 • 21:53 | Atualizado há 5 meses
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KEY POINTS
A Tess, plataforma agêntica que promete ser o “palco” onde as principais inteligências artificiais do mundo colaboram entre si, está transformando a produtividade de grandes corporações.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Rica Barros, CEO da empresa, afirmou que o segredo da performance profissional não reside em uma única ferramenta, mas na orquestração de várias delas. Ele explica que “quando se fala de performance profissional, mesmo de resultado para pessoas e empresas, uma IA só não basta. Então, quando deixamos as IAs e os Geminis, os GPTs conversarem, normalmente o resultado melhora muito”.
O conceito, apelidado informalmente durante a entrevista como a “IA das IAs“, resolve a complexidade de gerenciar múltiplos prompts e ferramentas. Em vez de o usuário alternar entre janelas, a plataforma entrega a tarefa completa.
Barros destaca que o papel da Tess é garantir que esses modelos não percam o foco: “O nosso papel como IA é permitir que esse palco esteja construído para elas conversarem da melhor maneira. E isso é muito difícil, porque em alguns momentos elas tendem sempre a ter uma pegada um pouco mais abrangente”.
Diferente dos chatbots tradicionais, a Tess trabalha com o conceito de agentes, que possuem ferramentas para executar ações no mundo externo. Essa versatilidade permite que a plataforma seja aplicada em áreas tão distintas quanto o jurídico e o marketing. Um exemplo prático citado pelo CEO é a parceria com a marca de roupas Reserva, onde a IA automatiza o processo de estúdio para milhares de peças.
“Ajudamos a automatizar o processo de estúdio, que são as fotografias de 10, 15, 20 mil peças que eles têm que fazer a cada três meses. É um grande trabalho tirar foto com um manequim e transformar no modelo. Fazemos tudo isso automatizado com IA, e isso permite o uso dos modelos humanos para publicidade, ao invés do trabalho mais repetitivo”, detalhou Barros.
A trajetória de Barros no universo da tecnologia começou precocemente na UFRJ, onde cursava engenharia antes de decidir largar tudo para empreender. Com quase 20 anos de experiência na área, ele percebeu cedo que a matemática por trás desses sistemas impunha limites. “Estudando a matemática por trás da IA, eu percebi que uma IA só não seria suficiente, porque uma IA pode ter um viés. Por uma limitação matemática, para mim, estava evidente que uma IA só não ia fazer tudo. Hoje, dentro da Tess, temos 250 IAs”, afirmou o empresário, ressaltando que seus clientes têm a segurança de não estarem “casados” com apenas um fornecedor, como o ChatGPT.
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Siga o Times | CNBCCom apenas um ano de operação, a Tess já apresenta números robustos, saindo do zero para um faturamento de US$ 3 milhões (cerca de R$ 15,75 milhões) em 12 meses e conquistando 16 mil clientes, incluindo gigantes como Ipera e Grupo Profarma. O modelo de negócio também é disruptivo, pois não cobra por usuário, facilitando a adoção em massa dentro das empresas e evitando brechas de segurança.
O executivo explica a estratégia: “Não cobramos por usuário. A empresa tem 9 mil funcionários, todo mundo pode usar IA. Isso é muito bom, ao invés da empresa disponibilizar IA para meia dúzia de pessoas e o cada um usar sozinho no seu celular, que é aonde vazam os dados”.
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O próximo passo da startup brasileira é a internacionalização definitiva. Rica Barros e seu sócio embarcam para a Califórnia em quatro semanas para estabelecer presença na Bay Area, participando de eventos fundamentais como o da NVIDIA. “Não tem como não ir porque todo o universo de IA está acontecendo lá. Hoje, provavelmente, de 10% a 20% da empresa já é fora do Brasil. Mas a tendência é que isso se inverta. Acho que, em um ano, vai ser 80% a 90% fora do Brasil”, projeta o CEO.
Ele também antecipou que a empresa, que até agora operou com capital próprio, deve anunciar a entrada de investidores em breve.
Curiosamente, a estrutura interna da Tess é enxuta: apenas 25 funcionários. O segredo está no uso da própria tecnologia para escalar a operação. Cada colaborador conta com o apoio de diversos agentes virtuais que funcionam como assistentes especializados.
O CEO vislumbra um futuro ainda mais integrado para a ferramenta: “Cada pessoa tem por volta de uns 5, 6 agentes para ela. São como se fossem funcionários de cada uma. Uma das ideias que temos como empresa é um dia você poder abrir uma conferência com os seus agentes e conversar com eles”.
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