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Chip da IBM pode multiplicar desempenho da IA e reduzir consumo de energia

Publicado 26/06/2026 • 19:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Novo chip de 0,7 nanômetro promete ser até seis vezes mais potente que a atual arquitetura de 2 nanômetros.
  • Tecnologia pode oferecer até 50% mais desempenho e reduzir em até 70% o consumo de energia em relação aos chips atuais.
  • Especialista avalia que inovação reforça a disputa entre Estados Unidos e fabricantes asiáticos na corrida global por semicondutores.

O anúncio da IBM de um chip com arquitetura de 0,7 nanômetro, o primeiro abaixo de 1 nanômetro, representa um avanço importante na corrida por processadores mais eficientes para aplicações de inteligência artificial, afirmou Filipe Espósito, especialista em Tecnologia e IA. Segundo ele, a miniaturização deve ampliar significativamente a capacidade de processamento e reduzir o consumo energético dos sistemas.

Espósito explicou que a nova arquitetura surge em um momento de forte demanda por infraestrutura para inteligência artificial, área em que desempenho e eficiência energética se tornaram fatores decisivos.

Quanto menor o tamanho do chip, mais eficiente ele é. Isso é importante agora na corrida da IA justamente porque as ferramentas de inteligência artificial usam muita energia e exigem cada vez mais recursos”, afirmou nesta sexta-feira (26), em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

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O especialista destacou que o novo chip poderá representar um salto expressivo em relação à tecnologia atualmente em implantação.

A expectativa é que esse chip de 0,7 nanômetro entregue até seis vezes mais potência do que a arquitetura de dois nanômetros que está chegando agora ao mercado”, acrescentou.

Nova arquitetura

Segundo Espósito, o avanço foi possível graças à adoção da arquitetura tridimensional NanoSheet, que permite empilhar transistores em diferentes camadas.

Os transistores passam a ser empilhados um sobre o outro, como se fosse uma impressão 3D. Isso permite colocar muito mais transistores no mesmo espaço, reduzindo o consumo de energia e aumentando o desempenho”, explicou.

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Ele ressaltou que essa proximidade entre os componentes também acelera a comunicação interna do processador.

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Aplicações e mercado

O especialista afirmou que o novo chip ainda é um protótipo e deverá levar entre quatro e cinco anos para entrar em produção em larga escala.

Segundo ele, a expectativa é que a tecnologia entregue até 50% mais desempenho e reduza em até 70% o consumo de energia em comparação com os chips atualmente disponíveis. “A grande promessa é conseguir muito mais processamento de dados gastando muito menos energia, justamente para atender às exigências das aplicações de inteligência artificial”, observou.

Espósito também avaliou que o anúncio fortalece a posição da indústria americana na disputa global por semicondutores.

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Hoje quem domina esse mercado é a asiática TSMC. Com esse anúncio da IBM, a atenção volta para os Estados Unidos e pode ser que o jogo vire nessa corrida por hardware para inteligência artificial”, ressaltou.

Data centers do futuro

Na avaliação do especialista, a evolução dos semicondutores poderá reduzir significativamente o tamanho e o consumo energético dos futuros data centers.

Ele destacou que o aumento da demanda por inteligência artificial tornou os custos de infraestrutura uma preocupação crescente para o setor. “A possibilidade é operar inteligência artificial com data centers menores, usando menos espaço e consumindo menos energia. Esse parece ser o caminho para os próximos anos”, concluiu.

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