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‘Vamos fazer melhor’: CEO da Microsoft admite que empresa precisa reconquistar a confiança dos funcionários
Publicado 11/09/2025 • 20:40 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 11/09/2025 • 20:40 | Atualizado há 4 meses
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Unsplash.
O CEO da Microsoft, Satya Nadella, afirmou em reunião nesta quinta-feira (11) que a empresa ainda tem um caminho a percorrer para melhorar a relação com seus funcionários, após anunciar demissões em massa e a obrigatoriedade do retorno parcial ao trabalho presencial.
Durante o encontro virtual, um funcionário questionou os executivos sobre a percepção de falta de empatia na cultura da companhia e quais medidas estão sendo adotadas para reconquistar a confiança da equipe.
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O CEO da Microsoft, Satya Nadella, reconheceu nesta quinta-feira (11) que a empresa tem um longo caminho a percorrer para reconstruir a confiança dos funcionários, após sucessivas demissões e a decisão de impor o retorno parcial ao trabalho presencial.
“Agradeço muito por essa pergunta e pelo sentimento por trás dela”, disse Nadella, em áudio obtido pela CNBC. “Recebo isso como um feedback para mim e para toda a liderança, porque no fim das contas, acho que podemos fazer melhor — e vamos fazer melhor.”
Os comentários de Nadella vêm depois da Microsoft cortar 9 mil vagas em julho, além de reduções menores nos meses anteriores. Na terça-feira (9), a empresa informou que funcionários que moram perto da sede em Redmond, Washington, deverão ir ao escritório três vezes por semana a partir de fevereiro, com expansão gradual da medida.
Segundo a chefe de RH da Microsoft, Amy Coleman, a reação foi mista: alguns funcionários relataram perda de autonomia, enquanto outros já frequentam o escritório em média 2,4 dias por semana. Assim como outras gigantes de tecnologia, a Microsoft adotou o trabalho remoto na pandemia, apoiando-se no Teams, que se popularizou globalmente. A empresa, no entanto, foi mais lenta que rivais como a Amazon, que desde janeiro exige presença diária em tempo integral.
Enquanto enfrenta críticas internas, a Microsoft mantém o interesse de Wall Street. As ações da companhia acumulam alta de quase 20% em 2025, levando seu valor de mercado a US$ 3,7 trilhões (cerca de R$ 19 trilhões), atrás apenas da Nvidia.
Em julho, a empresa reportou lucro líquido de US$ 27 bilhões (R$ 145,9 bilhões), um salto de 24% em relação ao ano anterior. O crescimento foi puxado pelo negócio de nuvem Azure, que avançou 39%, enquanto a divisão de Windows e dispositivos subiu apenas 2,5%.
“Alguns dos maiores negócios que construímos talvez não sejam tão relevantes no futuro”, disse Nadella. “Algumas das margens que gostamos hoje podem não existir amanhã, e isso significa que você tem que estar muito à frente dessas mudanças.”
Nadella reconheceu que a cultura corporativa ainda sofre os efeitos do home office.
“A gestão está praticamente toda remota, mas os estagiários estão todos em um só lugar. Essas coisas acabam quebrando um contrato social”, afirmou.
A reunião também abordou polêmicas recentes. Funcionários aguardam detalhes de uma investigação independente após o jornal The Guardian revelar que o exército de Israel usou a nuvem Azure para armazenar ligações telefônicas de palestinos durante a invasão de Gaza. O grupo No Azure for Apartheid afirma que a Microsoft demitiu cinco funcionários após protestos na sede de Redmond.
O presidente da Microsoft, Brad Smith, cujo escritório foi invadido por manifestantes, defendeu a postura da companhia:
“Não há espaço para antissemitismo na Microsoft e, como empresa e comunidade, vamos proteger esse grupo e defendê-los dessas situações.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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