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Abicom alerta para risco de faltar diesel no Brasil em abril

Publicado 12/03/2026 • 11:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Dez dias sem fechamento de contratos de importação de diesel podem gerar desabastecimento pontual no Brasil em abril, alerta presidente da Abicom
  • Refinarias privadas já repassaram alta do petróleo aos preços, enquanto Petrobras mantém valores congelados e aumenta defasagem em relação à paridade de importação
  • Liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas pela AIE é insuficiente para compensar o fechamento do Estreito de Ormuz, avalia especialista
Sérgio Araújo, presidente executivo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom)

Reprodução

Sérgio Araújo, presidente executivo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) em entrevista ao Pré-Market, da Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC

O petróleo voltou a bater perto dos US$ 100 o barril nesta quinta-feira (12), com alta de quase 6% no dia, enquanto o Estreito de Ormuz permanece praticamente fechado por causa da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A Agência Internacional de Energia anunciou a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas de mais de 30 países para tentar conter a disparada dos preços. Mas, para Sérgio Araújo, presidente executivo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o remédio não está sendo suficiente.

“Temos dimensões muito diferentes. A liberação de reserva estratégica reduz o estoque, mas a geração de petróleo é que está sendo afetada. Iraque, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait estão reduzindo a produção por falta de capacidade de escoamento. Esse impacto é muito maior do que a liberação”, afirmou Araújo em entrevista ao Pré-Market, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Leia também: ‘Mercado projeta o Brent a US$ 70 o barril’, afirma especialista sobre futuros do petróleo

Petrobras parada, mercado em alerta

Enquanto o preço do barril saltou de cerca de US$ 65 para perto de US$ 100 desde o início do conflito, as refinarias da Petrobras mantêm os preços congelados. Para Araújo, a defasagem em relação à paridade de importação já dura tempo demais e começa a ter consequências práticas.

Refinarias privadas e importadores já repassaram a alta ao mercado. As regiões abastecidas por essas fontes já sentem o aumento nos postos. As regiões dependentes da Petrobras, por enquanto, ainda não.

O problema é que, diante da defasagem, as operações de importação de combustível foram retraídas. Nenhum importador fecha contrato pagando mais caro do que consegue vender.

Risco de desabastecimento em abril

“Já enxergamos um risco potencial de desabastecimento daqui a uns 20 dias, em abril. As refinarias nacionais não têm capacidade de atender a demanda sozinhas, especialmente no diesel. Precisamos importar em torno de 30% do que consumimos. Ficando dez dias sem realizar fechamento de negócio, esse produto não contratado pode fazer falta e gerar desabastecimento em algum ponto do país”, alertou Araújo.

O diesel é o combustível que move o agronegócio, e o Brasil está em plena safra. Uma eventual escassez encarece o frete, pressiona os alimentos e chega à inflação.

Corrida aos postos e efeito psicológico

Araújo também chamou atenção para um fenômeno que já está em curso nas ruas. Consumidores que têm condição de antecipar compras estão enchendo tanques e estocando combustível na expectativa de reajuste.

“Ontem eu caminhava pelo centro do Rio de Janeiro e ouvi uma senhora dizendo que precisava correr para casa, pegar o carro e ir ao posto encher o tanque. Aquilo que ela expressou é o sentimento de todo o consumidor. É um instinto de proteção do bolso”, disse.

Esse comportamento eleva a demanda no curto prazo e pode agravar um eventual problema de abastecimento, criando escassez onde ainda não existe.

A iniciativa da AIE

Araújo reconheceu que a liberação das reservas estratégicas anunciada pela Agência Internacional de Energia é bem-vinda. Mas ponderou que a iniciativa por si só não resolve o problema enquanto o Estreito de Ormuz continuar bloqueado, concentrando a alta volatilidade nos preços e mantendo a incerteza sobre os fluxos de abastecimento global.

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