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União Europeia investiga Shein por venda de bonecas sexuais com aparência infantil
Publicado 17/02/2026 • 13:20 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 17/02/2026 • 13:20 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Shein foi fundada na China, mas sua sede fica em Cingapura.
Unsplash
A União Europeia abriu uma investigação formal contra a Shein por possível violação das regras do bloco para plataformas digitais. A apuração inclui a venda de produtos ilegais, como bonecas sexuais com aparência infantil.
A Comissão Europeia informou que a varejista de moda fundada na China e sediada em Singapura está sendo investigada sob a Lei de Serviços Digitais (Digital Services Act, DSA). Entre os pontos analisados estão o chamado “design viciante” da plataforma, a falta de transparência nos sistemas de recomendação de conteúdo e a comercialização de produtos ilegais, incluindo material de abuso sexual infantil.
Segundo a autoridade, a investigação também vai avaliar os riscos associados ao funcionamento do algoritmo da empresa e à forma como conteúdos e produtos são sugeridos aos usuários.
Caso sejam confirmadas violações, a Shein pode enfrentar multas de até 6% de seu faturamento global.
Leia também: Gigante da fast fashion, Shein vai abrir primeiras lojas físicas na França e promete 200 empregos
A medida ocorre em meio ao endurecimento da aplicação das regras digitais da União Europeia, especialmente sobre plataformas americanas e chinesas.
Em julho de 2025, Bruxelas concluiu que a rival chinesa Temu também descumpriu o DSA ao não adotar medidas suficientes para impedir a venda de produtos ilegais.
Além disso, o bloco europeu está acelerando a criação de novas taxas sobre pequenos pacotes enviados ao continente, em uma tentativa de conter a entrada de bilhões de produtos de baixo custo vindos da China.
Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia, afirmou que produtos ilegais são proibidos no bloco “estejam eles em uma prateleira física ou em um marketplace online”.
Grande parte dos fornecedores da Shein está localizada na China, principalmente na região industrial de Guangzhou. A empresa utiliza algoritmos para identificar tendências online e enviar pedidos em pequenas quantidades aos fornecedores, ampliando a produção apenas quando há confirmação de demanda.
Esse modelo permite que a companhia ofereça milhões de designs simultaneamente, número muito superior ao de varejistas tradicionais.
Críticos afirmam que a empresa se beneficiou de isenções tarifárias para pequenos pacotes e de subsídios postais, o que ajudaria a manter preços baixos.
A Shein declarou que está cooperando com as autoridades europeias e que tem investido para fortalecer sua conformidade com o DSA.
Leia também: Shein esbarra em custos e logística e não avança com plano de produção no Brasil
A empresa também enfrenta obstáculos em seus planos de abertura de capital. Questionamentos sobre práticas trabalhistas de fornecedores e sobre as isenções comerciais têm dificultado sua listagem em bolsa.
Autoridades britânicas tentam convencer a Shein a escolher a bolsa de valores de Londres para seu IPO. Nesta segunda-feira (16), o regulador contábil do Reino Unido informou que estuda flexibilizar regras de auditoria para atrair mais empresas chinesas ao mercado local.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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