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Votorantim vende CBA para Rio Tinto e Chinalco em transação bilionária
Publicado 30/01/2026 • 08:10 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 30/01/2026 • 08:10 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A CBA terá mudança de controle após a Votorantim vender a totalidade de sua participação na companhia para a chinesa Chinalco e para a anglo-australiana Rio Tinto, em uma transação avaliada em cerca de R$ 4,7 bilhões, segundo fato relevante.
O acordo prevê a transferência de 446,6 milhões de ações, equivalentes a 68,596% do capital total e votante da CBA, implicando a alienação do controle da companhia.
A Rio Tinto deverá deter cerca de 30% da joint venture formada com a Chinalco, que ficará com a maior parte do capital da empresa responsável pelo controle da CBA.
Após a conclusão da operação, os compradores planejam lançar uma oferta pública de aquisição das participações detidas por acionistas minoritários da fabricante brasileira de alumínio.
Leia também: Nvidia, Microsoft e Amazon negociam investimento bilionário na OpenAI
O negócio avalia a participação da Votorantim na CBA em R$ 4,689 bilhões, considerando o preço base de R$ 10,50 por ação, valor a ser pago integralmente no fechamento da operação.
Com base nesse preço, a companhia é avaliada em aproximadamente R$ 6,7 bilhões, patamar levemente superior ao seu valor de mercado antes do anúncio da transação.
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Siga o Times | CNBCSegundo fontes ouvidas pelo mercado, o Grupo Votorantim buscava um parceiro para viabilizar um investimento estimado em US$ 2,5 bilhões no projeto Rondón, voltado à exploração de uma mina de bauxita na Amazônia.
A Chinalco demonstrou interesse direto na aquisição do controle da CBA, o que acabou acelerando as negociações.
Atualmente, a CBA conta com cerca de 7.262 funcionários e atua na produção de alumínio e geração de energia renovável.
Em fato relevante, a companhia informou que o fechamento da operação está condicionado à obtenção de aprovações do Cade e de autoridades antitruste de países como China, Alemanha, Coreia do Sul e Uruguai.
Também serão necessárias autorizações regulatórias no setor elétrico, incluindo anuências da Aneel e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
O contrato prevê ainda a realização obrigatória de oferta pública de aquisição de ações, nos termos da legislação brasileira, assegurando tratamento equitativo aos acionistas minoritários da CBA.
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