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Pátria fecha fundo de US$ 670 mi e amplia sequência de operações no Brasil e nos EUA

Publicado 10/07/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Pátria fechou o Secondary Opportunities Fund V com mais de US$ 670 milhões, acima da meta inicial de US$ 500 milhões.
  • Gestora vem ampliando operações no Brasil e nos EUA, com aquisição da WP Global Partners, entrada no mercado de dívida privada americano e operação envolvendo a térmica Marlim Azul.
  • Resultados mostram captação e avanço em ativos sob gestão, em meio à desconfiança do mercado sobre liquidez e marcação de ativos.
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Foto: Divulgação

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A Pátria Investimentos anunciou na última semana o fechamento do Secondary Opportunities Fund V, com mais de US$ 670 milhões captados. O valor supera em mais de um terço a meta inicial de US$ 500 milhões estabelecida para o fundo.

O anúncio é o mais recente de uma sequência de operações que a gestora vem fechando desde o fim de janeiro, quando a Snowcap Research publicou um relatório crítico sobre a companhia e declarou posição vendida em suas ações.

Enquanto parte dos investidores discutia a liquidez e a marcação de ativos da Pátria, a gestora avançou em operações no Brasil e no exterior. Nos últimos meses, anunciou uma aquisição nos Estados Unidos, fechou o fundo de secundários, estreou no mercado de dívida privada americano e manteve participação relevante em uma operação de infraestrutura no Brasil.

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Compra nos Estados Unidos ampliou presença em private equity

O primeiro movimento veio dias depois do relatório da Snowcap. Em 2 de fevereiro, a Pátria anunciou acordo para comprar a WP Global Partners, gestora americana de private equity voltada ao segmento lower middle market.

A WP Global, com sede em Nova York e Chicago, foi fundada em 2005 e já havia alocado mais de US$ 6 bilhões desde sua criação. A aquisição reforça a presença da Pátria no mercado americano e amplia a atuação da gestora em soluções globais de private markets.

A operação foi concluída em 1º de abril. Com o negócio, a Pátria incorporou uma plataforma com atuação em fundos primários, coinvestimentos e secundários, em uma área considerada estratégica para a expansão internacional da companhia.

Pátria mantém controle em operação envolvendo a térmica Marlim Azul

Na frente de infraestrutura, a Pátria também apareceu em uma operação envolvendo a usina termelétrica Marlim Azul, em Macaé, no Rio de Janeiro.

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Em janeiro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a entrada do CLAI Fund, veículo ligado ao governo chinês, na termelétrica. O CLAI Fund comprou as participações que pertenciam à Shell, de 29,9%, e à Mitsubishi Power, de 20%. O controle do ativo permaneceu com o Pátria Infra Core FIP, que detém 50,1% da usina.

A operação manteve a Pátria no comando de um ativo de infraestrutura energética relevante, com geração de caixa previsível e contrato em operação.

Gestora estreou em dívida privada nos EUA

Em maio, a Patria Finance Limited, subsidiária da gestora, fez sua primeira colocação privada de notas no mercado americano.

A operação somou US$ 350 milhões, divididos em três séries: US$ 50 milhões com vencimento em 2031 e juros de 6,02% ao ano, US$ 100 milhões com vencimento em 2033 e juros de 6,30% ao ano, e US$ 200 milhões com vencimento em 2036 e juros de 6,60% ao ano.

A emissão marcou a entrada da Pátria no mercado privado de dívida nos Estados Unidos e ampliou as fontes de financiamento da companhia.

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Resultados mostram captação e alta em ativos

No quarto trimestre de 2025, divulgado em fevereiro, a gestora informou captação orgânica recorde de US$ 7,7 bilhões no ano e ativos sob gestão que geram taxa, o FEAUM, de US$ 40,8 bilhões, alta de 24% em relação a 2024.

No primeiro trimestre de 2026, divulgado em maio, a Pátria reportou captação adicional de US$ 2,1 bilhões e lucro relacionado a taxas de administração, o FRE, de US$ 50,5 milhões, crescimento de 19% na comparação anual.

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