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CNBCEUA manterão “conversas técnicas” com o Irã após Trump dizer que cessar-fogo estava “encerrado”

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Demanda mundial por petróleo deve registrar primeira queda anual desde pandemia, diz AIE

Publicado 10/07/2026 • 07:02 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • A Agência Internacional de Energia (IEA) afirmou nesta sexta-feira que a demanda mundial de petróleo deverá cair 1 milhão de barris por dia em 2026, em comparação com o ano anterior.
  • O fechamento do Estreito de Ormuz causou estragos nas exportações do Oriente Médio, embora a oferta esteja aumentando novamente.
  • A previsão da AIE baseia-se na premissa de um cessar-fogo e na reabertura gradual de Ormuz.
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A demanda global por petróleo deve cair pela primeira vez desde 2020, após a guerra com o Irã provocar graves impactos na produção e nas exportações no Oriente Médio, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) nesta sexta-feira (10).

O recuo deve ser 1 milhão de barris por dia (b/d) em relação ao ano anterior em 2026, o que representaria a primeira queda anual desde o auge da pandemia de Covid-19, em 2020, afirmou a AIE em seu mais recente relatório sobre o mercado de petróleo.

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A contração deste ano é “fortemente concentrada tanto em termos de produtos quanto de regiões”, uma vez que o fechamento do Estreito de Ormuz, a rota marítima vital para o transporte de petróleo e gás, interrompeu as exportações através do Golfo Pérsico, observou a agência.

Uma recuperação está em curso, acrescentaram os pesquisadores, embora tenham alertado que uma nova escalada do conflito pode complicar a situação e aumentar ainda mais as incertezas quanto às perspectivas.

A projeção da AIE parte da premissa de um cessar-fogo e da reabertura gradual do Estreito de Ormuz, um cenário que parece cada vez mais incerto à medida que Estados Unidos e Irã intensificaram as hostilidades nesta semana. Diversos navios foram atacados e o tráfego pelo estreito voltou a desacelerar, reduzindo-se a um fluxo mínimo.

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“Embora o equilíbrio do mercado global de petróleo deva voltar a registrar um excedente no fim do ano, a previsão depende da hipótese de que o fluxo de navios-tanque pelo estreito se recupere gradualmente, permitindo que os produtores retomem a operação dos campos e que as refinarias no Oriente Médio e em outras regiões voltem a embarcar derivados”, escreveu a AIE.

“As novas trocas de ataques no Golfo nesta semana evidenciam os riscos de não se alcançar um acordo de paz duradouro, condição indispensável para a normalização dos mercados de petróleo.”

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Os preços do petróleo recuaram levemente nesta sexta-feira. Os contratos futuros do Brent para entrega em setembro, referência global, caíram para US$ 76,25 por barril, enquanto os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, permaneceram estáveis em US$ 72,09 por barril.

Recuperação gradual

Não haverá uma recuperação “rápida nem linear”, já que a AIE espera uma situação “muito incerta e instável” na região, afirmou Toril Bosoni, chefe da divisão de petróleo e mercados da AIE, em entrevista ao programa “Squawk Box Europe”, da CNBC, nesta sexta-feira.

“Mas, com o crescimento significativo da produção em outros países e com níveis de demanda inferiores aos que esperávamos antes da guerra, poderemos voltar a um excedente até o fim deste ano e ao longo do próximo”, acrescentou.

“Isso proporcionaria um alívio bem-vindo ao mercado e permitiria que os países recompusessem seus estoques.”

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Os Estados Unidos afirmaram que participarão de “conversas técnicas” com o Irã e continuam comprometidos em encontrar uma solução para o conflito, apesar de os dois países terem trocado ataques aéreos nos últimos dias, informou a MS Now na quinta-feira, citando uma autoridade norte-americana.

Segundo a MS Now, a autoridade afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou clara sua posição e classificou os ataques iranianos contra embarcações comerciais como “atos de terrorismo”.

As declarações foram feitas após Trump afirmar, durante a cúpula da OTAN em Ancara, na Turquia, que o cessar-fogo com o Irã estava “encerrado”.

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