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Elon Musk ameaça processar produtores de filme sobre sua vida
Publicado 10/09/2026 • 22:01 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 10/09/2026 • 22:01 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A produção de um documentário de quatro horas sobre a trajetória de Elon Musk entrou no radar jurídico do bilionário antes mesmo de chegar ao público. Os advogados do empresário acusaram os responsáveis pelo filme de apresentar um retrato difamatório e questionaram a forma como a obra foi produzida.
A ofensiva ocorreu dias antes da estreia de “Musk”, dirigido pelo documentarista Alex Gibney. Em uma carta enviada a um dos produtores da Jigsaw Productions, o advogado Alex Spiro afirmou que o cineasta teria desenvolvido o projeto a partir de uma conclusão previamente estabelecida sobre o empresário.
Segundo Spiro, Gibney também não teria procurado Musk ou pessoas próximas a ele para confrontar ou verificar informações apresentadas no documentário. Na avaliação do advogado, a produção teria sido conduzida com o objetivo de sustentar uma narrativa específica sobre o bilionário.
A carta, enviada em 3 de setembro, também estende o alerta jurídico a outras empresas e profissionais envolvidos na distribuição e no lançamento da obra, entre eles HBO, Bleecker Street e Universal.
Apesar da controvérsia, o documentário teve uma recepção positiva em sua primeira exibição pública. A produção foi apresentada no Festival de Cinema de Veneza e recebeu uma longa ovação de pé, além de avaliações favoráveis de veículos especializados.
Ao longo de quatro horas, Gibney percorre diferentes momentos da vida de Musk, desde sua infância na África do Sul e a ascensão como empreendedor no Vale do Silício até sua transformação em uma das pessoas mais ricas e influentes do mundo.
A produção também aborda aspectos da vida pessoal do empresário, incluindo sua relação com os filhos e os 14 descendentes que são publicamente conhecidos.
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Siga o Times | CNBCA crítica especializada apresentou avaliações contundentes sobre o retrato construído pelo filme. A Variety descreveu a obra como um “retrato devastador”, enquanto o Deadline classificou o documentário como “arrasador” e afirmou que a produção apresenta Musk sob uma perspectiva marcada por características como narcisismo, megalomania e crueldade.
A Jigsaw Productions, por sua vez, defendeu a realização do documentário. Em declaração ao The Hollywood Reporter, a empresa afirmou que a investigação de figuras públicas poderosas está protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
O estúdio também fez referência ao próprio posicionamento de Musk sobre liberdade de expressão, lembrando que o empresário já se definiu como um “absolutista da liberdade de expressão”.
Conhecido por produzir documentários sobre personalidades, instituições e organizações poderosas, Gibney já dirigiu trabalhos envolvendo temas como a Igreja da Cientologia, a Enron e conflitos de espionagem entre Israel e Irã.
O cineasta também recebeu o Oscar de melhor documentário por “Taxi to the Dark Side”, produção que investiga métodos de interrogatório utilizados pelo Exército dos Estados Unidos no Afeganistão.
Com a ameaça de medidas legais e a forte repercussão no Festival de Veneza, o documentário sobre Musk chega ao público cercado por uma disputa que coloca em lados opostos a liberdade de investigação jornalística e as acusações de difamação feitas pelos representantes do bilionário.
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