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Dow Jones cai mais de 300 pontos e fecha no vermelho pelo 4º dia seguido
Publicado 10/09/2026 • 18:22 | Atualizado há 49 minutos
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Publicado 10/09/2026 • 18:22 | Atualizado há 49 minutos
KEY POINTS
AFP
As ações fecharam em queda nesta quinta-feira (10), depois que o petróleo nos Estados Unidos ultrapassou a marca de R$ 511,00 por barril, aumentando os temores de que a guerra prolongada no Oriente Médio possa alimentar ainda mais a inflação.
O Dow Jones caiu 316,56 pontos, ou 0,6%, e encerrou o pregão aos 52.064,10 pontos. O S&P 500 recuou 0,58%, para 7.591,70 pontos, enquanto o Nasdaq Composite perdeu 0,65%, fechando aos 26.081,72 pontos. Foi o quarto pregão consecutivo de baixa para os principais índices.
A disparada do petróleo continuou afetando o humor dos investidores, enquanto a guerra entre Estados Unidos e Irã entrava em seu sétimo mês. O West Texas Intermediate (WTI), referência do petróleo nos EUA, fechou cotado a R$ 523,67, com alta de 6,7%. Já o Brent subiu 5,9%, para R$ 550,09. Para os dois contratos, foi o maior nível de fechamento desde 19 de maio.
Desde o início da guerra com o Irã, no fim de fevereiro, o WTI acumula alta de 52,9% e já sobe 78,5% no ano.
A forte alta do petróleo também pressionou os juros dos títulos do Tesouro americano. O rendimento da Treasury de 10 anos ultrapassou 4,95%, atingindo o maior nível desde outubro de 2023.
As ações de empresas de semicondutores, que vinham liderando a alta do mercado, também recuaram diante dos temores de que juros e petróleo mais caros possam acabar desacelerando a economia. A Intel caiu 5,6%, enquanto a Micron Technology recuou 4,7%.
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Um dado de inflação no atacado considerado moderado, porém, não foi suficiente para dissipar as preocupações com a trajetória dos juros e a alta do petróleo. O índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,4% em agosto, na comparação mensal e com ajuste sazonal, exatamente em linha com a estimativa de consenso da Dow Jones. Na comparação anual, o índice avançou 5,4%, permanecendo bem acima da meta de inflação de 2% do Federal Reserve.
O dado foi divulgado às vésperas da publicação do aguardado índice de preços ao consumidor (CPI), prevista para sexta-feira. Os dois indicadores ajudam a compor o principal índice de inflação acompanhado pelo Fed, o índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE), que só será divulgado depois da próxima decisão do Federal Reserve sobre os juros, marcada para 16 de setembro.
“O relatório do PPI, por si só, foi inconclusivo e não ajudou a esclarecer se o Fed vai ou não elevar os juros na próxima semana. Mas, com o WTI novamente acima de R$ 511,00 e os rendimentos dos Treasuries atingindo novas máximas, o CPI de amanhã ganhou ainda mais importância para os investidores”, escreveu Stephen Coltman, chefe de macroeconomia da 21Shares.
Os contratos futuros de Fed funds indicavam, na última atualização, uma probabilidade de 73% de que o Fed elevasse os juros em 0,25 ponto percentual ao fim da reunião da próxima semana, segundo a ferramenta CME FedWatch.
O Departamento do Tesouro americano concluiu nesta quinta-feira uma recompra de R$ 26,52 bilhões em títulos de longo prazo, de um total anunciado de R$ 30,66 bilhões. A operação faz parte dos esforços do governo para administrar a curva de juros em um momento de forte alta dos preços da energia provocada pela guerra com o Irã.
Os principais índices acionários já vinham de um pregão negativo depois que o Tesouro anunciou a recompra de R$ 30,66 bilhões em títulos, três vezes o volume normalmente realizado. Menos de um mês atrás, o órgão havia informado que mais do que dobraria o tamanho de suas recompras de dívida pública, elevando o valor habitual de R$ 10,22 bilhões.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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