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Bélgica deve recorrer após FIFA reverter suspensão de Balogun para a Copa do Mundo depois de suposta intervenção de Trump
Publicado 06/07/2026 • 09:40 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 06/07/2026 • 09:40 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: AFP
Donald Trump pediu à FIFA que revisasse a suspensão de Balogun antes de a entidade surpreender ao revogar a punição no domingo.
As autoridades do futebol belga receberam o direito de recorrer da decisão da FIFA de anular a suspensão de um jogo do atacante da seleção dos Estados Unidos, Folarin Balogun, enquanto as duas equipes se preparam para se enfrentar nesta segunda-feira (06).
Segundo informações, o presidente Donald Trump pediu à FIFA que revisasse a suspensão de Balogun antes de a entidade surpreender ao revogar a punição no domingo.
Trump comemorou a decisão da FIFA, que permite ao atacante de 25 anos enfrentar a Bélgica, em Seattle, apesar de ter recebido um cartão vermelho na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, na quarta-feira.
“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!”, escreveu Trump em sua conta na Truth Social.
De acordo com uma reportagem do The Athletic, a Federação Belga de Futebol recebeu autorização para apresentar um recurso formal contra a decisão. Fontes disseram ao veículo que o recurso será analisado por um integrante do Comitê de Apelações da FIFA que não represente federações da Europa nem das Américas, para evitar conflito de interesses.
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A UEFA, entidade que governa o futebol europeu, afirmou em comunicado divulgado nesta segunda-feira que a FIFA “ultrapassou uma linha vermelha” com a decisão, classificando-a como “sem precedentes, incompreensível e injustificável”.
“O futebol, como qualquer outro esporte, depende de regras, que são a base de uma competição justa, honesta e transparente”, afirmou a UEFA.
“Quando a aplicação das regras deixa de ser garantida por seus responsáveis, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é comprometida. Além disso, essa decisão cria um precedente durante o torneio, exigindo tratamento igual em situações semelhantes, em prejuízo da própria competição.”
“O futebol é o esporte mais amado do mundo porque é um belo jogo e inspira confiança justamente por ser praticado em todos os lugares sob as mesmas regras. Um torneio nunca existe de forma isolada e, quando se trata de uma Copa do Mundo, suas decisões podem gerar consequências positivas ou negativas para o esporte como um todo.”
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Na quarta-feira, Balogun recebeu um cartão vermelho polêmico após cometer uma falta, sendo expulso durante a vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina.
Normalmente, esse cartão vermelho resulta automaticamente em uma suspensão de um jogo, sem possibilidade de recurso.
Entretanto, pela primeira vez em mais de 60 anos de história das Copas do Mundo, a FIFA decidiu permitir que o jogador atuasse na partida seguinte.
Em comunicado divulgado no domingo, a entidade afirmou que “a aplicação da suspensão automática de uma partida ao jogador dos Estados Unidos, Folarin Balogun, está suspensa por um período probatório de um ano.”
A FIFA citou o Artigo 27 de seu Código Disciplinar, segundo o qual “o órgão judicial pode decidir suspender total ou parcialmente a execução de uma medida disciplinar”.
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O New York Times informou que Trump telefonou ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, na quarta-feira, pedindo que revisasse a suspensão de Balogun. A reportagem cita três pessoas com conhecimento da conversa. O jornalista esportivo Ben Jacobs foi o primeiro a divulgar que a Casa Branca havia entrado em contato com Infantino com esse objetivo.
A MS NOW confirmou posteriormente que Trump realmente conversou com o presidente da FIFA.
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Siga o Times | CNBCSegundo uma autoridade americana ouvida pela emissora, durante a ligação Trump buscou entender melhor por que Balogun havia recebido o cartão vermelho e por que isso resultou em suspensão automática.
Essa mesma autoridade afirmou que o governo dos Estados Unidos apresentou “evidências adicionais” à FIFA e que o Comitê Disciplinar utilizou essas informações no processo que culminou na revogação da suspensão.
O governo concentrou seus argumentos no fato de que os árbitros analisaram o lance em câmera lenta antes de aplicar o cartão vermelho.
“No fim das contas, o resultado correto e adequado foi alcançado”, declarou a autoridade à MS NOW.
A Casa Branca não respondeu imediatamente ao pedido de comentário feito pela CNBC.
Em nota, a Federação Belga de Futebol disse estar “estarrecida” com a mudança de posição da FIFA e argumentou que a decisão desrespeita as próprias regras escritas da entidade.
“A RBFA está analisando todas as opções possíveis”, informou a federação.
Trump tem participado ativamente da Copa do Mundo, organizada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá.
Ele mantém uma relação próxima com Gianni Infantino, presidente da FIFA, que concedeu a Trump seu prêmio inaugural da paz no ano passado, depois de o presidente fazer uma intensa campanha para receber o Prêmio Nobel da Paz sem sucesso.
A declaração financeira de Trump referente a 2025, divulgada na semana passada, revelou que Infantino lhe ofereceu dez ingressos, avaliados em US$ 15 mil, para a final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, realizada em julho passado no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
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Trump compareceu à partida, em que o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 0, e participou da cerimônia de entrega do troféu ao lado de Infantino.
A seleção dos Estados Unidos enfrenta a Bélgica nesta segunda-feira, em Seattle, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, às 20h (horário da Costa Leste dos EUA).
O vencedor enfrentará Portugal ou Espanha nas quartas de final.
Balogun, que marcou três gols nas três partidas que disputou nesta Copa do Mundo, nasceu nos Estados Unidos, possui cidadania americana por nascimento e foi criado no Reino Unido.
Na semana passada, Trump perdeu um caso na Suprema Corte relacionado ao direito à cidadania por nascimento. A maioria dos ministros decidiu que pessoas nascidas nos Estados Unidos são cidadãs americanas.
No ano passado, Trump assinou uma ordem executiva que buscava restringir de forma significativa a concessão automática da cidadania por nascimento.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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