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Corinthians: por que o clube tem a bilheteria vinculada à Caixa Econômica Federal?

Publicado 24/01/2026 • 18:03 | Atualizado há 19 horas

KEY POINTS

  • Recentemente, a Caixa bloqueou R$ 35 milhões do Corinthians. Trata-se do montante vindo da premiação da Copa do Brasil. A medida gerou certo rebuliço, contudo, segundo o clube, o banco está usando a receita de 2025 para pagar os juros que vencem em 2026.
  • Entenda os termos do acordo entre Corinthians e Caixa Econômica Federal. 

Foto: Danilo Fernandes/Meu Timão.

Recentemente, a Caixa bloqueou R$ 35 milhões do Corinthians. Trata-se do montante vindo da premiação da Copa do Brasil. A medida gerou certo rebuliço, contudo, segundo o clube, o banco está usando a receita de 2025 para pagar os juros que vencem em 2026.

A seguir, entenda os termos do acordo entre Corinthians e Caixa Econômica Federal. 

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Por que o Corinthians e a Caixa tem um acordo?

Em 2025, a dívida do Corinthians ultrapassou os R$ 2,7 bilhões em setembro, segundo o Meu Timão. As dificuldades já são de longa-data. Parte dessa dívida inclui o financiamento da Neo Química Arena. Por isso, em 2022, o Corinthians e a Caixa firmaram um acordo de reestruturação do financiamento da Arena, ainda na gestão de Duílio Monteiro Alves. 

Nesse sentido, atualmente, a dívida do estádio sozinho já passa de R$ 600 milhões, segundo o Estadão. 

Por isso, o contrato com a Caixa inclui diversas garantias para o caso do clube não cumprir com o acordo. Entre elas, está a sede no Parque São Jorge, fluxos de receita e outros ativos. Em paralelo, a Caixa controla uma conta reserva do clube, para garantir que o projeto tenha liquidez. 

Leia também: Corinthians tira Reag da gestão contábil de sua arena, com aval da Caixa

Os repasses dos ganhos com bilheteria deveriam ter começado em 2022. Contudo, naquela época, os valores ainda eram utilizados para pagar salários e outros compromissos operacionais. 

Timão começa a pagar a Caixa

Sendo assim, foi somente em 2023 que o Corinthians incluiu em seu planejamento financeiro o repasse de 50% da receita bruta da Neo Química Arena para a Caixa Econômica Federal. 

Junto a isso, a primeira parcela do acordo também incluía R$ 70 milhões oriundos da cessão dos naming rights. Entre outras garantias, o contrato também deu à Caixa:

  • 50% das premiações esportivas (Copa do Brasil, Brasileirão, Libertadores);
  • 30% das receitas brutas pela venda de jogadores;
  • 100% das receitas de naming rights e direitos de transmissão da Arena.

Na prática, essas medidas comprometem o caixa operacional do clube, pressionando ainda mais o fluxo financeiro. Na contabilidade, a bilheteria passou a ser vinculada como despesa do acordo com a Caixa. 

Mesmo assim, trata-se de uma estratégia do banco para garantir que o financiamento seja pago mesmo em momentos de crise. Sendo assim, a bilheteria entra como uma fonte de amortização da dívida, principalmente devido à sua recorrência. 

Clube tenta renegociar o acordo

Ainda em 2023, o Corinthians tentou renegociar com o banco, para reduzir os juros do financiamento, que poderia chegar a R$ 100 milhões por ano. Uma alternativa, pensada com a ajuda da consultoria KPMG, era destinar de 50% a 60% da bilheteria anual para quitar a dívida – o que levaria cerca de 17 anos. 

A Caixa aceitou a proposta ainda naquele ano. Desde então, a bilheteria é um dos pontos mais importantes do acordo. 

Na prática, em 2024, o clube alvinegro repassou 50% da bilheteria. De 2025 a 2027, esse percentual sobe para 55%.

Junto a isso, o Corinthians tinha até 31 de dezembro do ano passado para colocar na conta reserva o equivalente a quatro parcelas trimestrais – um montante entre R$ 80 milhões e R$ 120 milhões. 

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