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Corinthians tira Reag da gestão contábil de sua arena, com aval da Caixa
Publicado 16/01/2026 • 21:12 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 16/01/2026 • 21:12 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
A gestora Reag, investigada na Operação Carbono Oculto e liquidada pelo Banco Central na quinta-feira (15), será substituída por uma nova empresa na administração do fundo responsável pela gestão contábil da Neo Química Arena, estádio do Corinthians. Em nota oficial publicada nesta sexta-feira (16), o clube comunicou que já articulava os trâmites para a troca desde agosto, antes da liquidação, ao avaliar “riscos regulatórios relacionados à atuação da administradora.”
O acordo entre Corinthians e a Caixa Econômica Federal, firmado em 2022, na gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, definiu a entrada da Reag na estrutura do Fundo Arena. A gestora financeira tinha por responsabilidade garantir o fluxo de repasse dos valores arrecadados pelo clube para o banco estatal. A dívida pela construção do estádio em Itaquera é de aproximadamente R$ 655 milhões.
De acordo com o comunicado, o rompimento com a Reag não havia ocorrido até agora porque dependia de burocracias a serem tratadas com a Caixa. Depois de cumprir o que chamou de “um processo rigoroso de compliance e diligência”, a diretoria alvinegra listou à Caixa os potenciais novos administradores e gestores, passo necessário para a aprovação de uma substituição na gestão do fundo. Nomes não foram citados.
“Recentemente, a Caixa Econômica Federal concluiu a análise dos nomes apresentados pelo Clube. Com a finalização dessa fase, o Sport Club Corinthians Paulista formalizará junto à Reag a solicitação de transferência da administração para o novo gestor administrativo, bem como para o novo gestor dos fundos operacionais”, diz um trecho do texto.
“Efetivada a transferência e após a necessária aprovação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), os trâmites regulatórios serão integralmente concluídos. O Sport Club Corinthians Paulista encara mais esta etapa convicto de que cumpriu todos os ritos exigidos, preservando o compliance, a boa governança e os melhores interesses institucionais do Clube e da Neo Química Arena.”
No dia 6 de janeiro, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou que a Polícia Federal (PF) instaurasse um inquérito para investigar a contratação da Reag para a administração do fundo responsável pela gestão contábil do estádio do Corinthians em Itaquera.
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Siga o Times | CNBCO pedido foi realizado pelo promotor Cássio Roberto Conserino, responsável também pela investigação do caso relacionado ao uso indevido de cartões corporativos por ex-dirigentes do Corinthians.
A Reag entrou na mira da PF durante a Operação Carbono Oculto, do Ministério Público Federal. A gestora financeira é apontada como suspeita de criar fundos de investimento e comprar empresas com o objetivo de blindar o patrimônio do Primeiro Comando da Capital (PCC), o que a empresa nega.
Em seguida, a Reag também teve o nome envolvido em fraudes do Banco Master, motivo da liquidação anunciada pelo Banco Central. Após os casos virem à tona, o Corinthians deu início a tratativas para trocar a responsável pela administração da Arena
Segundo o ofício enviado à Superintendência da PF, Conserino argumenta que a Reag assumiu a administração de fluxos financeiros de alto valor e baixa rastreabilidade ao ser inserida na gestão do estádio. Assim, o promotor pediu que polícia apurasse as circunstâncias e a regularidade da inserção da empresa no acordo, bem como sua atuação após a renegociação contrato junto à Caixa.
“A concentração de vultosos fluxos financeiros em fundo gerido por empresa sob investigação criminal configura elemento indiciário suficiente e justa causa para investigação formal, com o objetivo de verificar eventual utilização da estrutura financeira como instrumento de ocultação, dissimulação de origem ou integração de valores ilícitos ao sistema econômico formal”, diz trecho do ofício.
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