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FBI investiga Federação Argentina por suspeitas em movimentações financeiras de R$ 1,3 bilhão nos EUA

Publicado 08/07/2026 • 16:04 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • FBI investiga operações financeiras da AFA nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo, com suspeitas envolvendo possíveis fraudes e lavagem de dinheiro.
  • Apuração mira movimentações da TourProdEnter LLC, empresa ligada à gestão de contratos comerciais da federação argentina no exterior.
  • Documentos analisados pelo La Nación apontam movimentações de ao menos US$ 260 milhões em receitas da AFA por meio de contas bancárias americanas.

A Associação do Futebol Argentino (AFA) entrou no radar das autoridades americanas durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos. O FBI abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades em operações financeiras da entidade no país, com foco em movimentações que somariam centenas de milhões de dólares, segundo informações do jornal argentino La Nación.

A apuração avançou com a coleta de depoimentos de pessoas ligadas à administração da federação e busca esclarecer se determinadas transações realizadas pelo sistema financeiro americano podem envolver crimes como fraude ou lavagem de dinheiro.

De acordo com o La Nación, uma das reuniões realizadas pelos investigadores contou com a participação do empresário Guillermo Tofoni e ocorreu por videoconferência, com duração de cerca de três horas. O encontro teria reunido promotores e agentes do FBI baseados em Washington e Miami.

Os investigadores buscam informações sobre operações realizadas durante a gestão de Claudio “Chiqui” Tapia e Pablo Toviggino à frente da AFA e também sobre a atuação da TourProdEnter LLC, empresa que teria administrado contratos comerciais da entidade no exterior.

A investigação também considera ouvir ex-integrantes do governo argentino que tiveram acesso a informações sobre a administração da federação ou acompanharam suas operações nos últimos anos.

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Segundo o jornal, a apuração preliminar começou a ganhar força em 2025 e é conduzida por três procuradores federais dos Estados Unidos: Patrick Gushue e Christopher Ting, ligados ao Departamento de Justiça em Washington, e Michael Berger, do Distrito Sul da Flórida. As autoridades analisam se recursos movimentados pela AFA podem ter origem, destino ou finalidade incompatíveis com as operações declaradas.

O foco dos investigadores está nas atividades da TourProdEnter LLC, empresa ligada ao produtor teatral Javier Faroni e sua esposa, Erica Gillette, que teria atuado na cobrança de contratos comerciais da AFA com patrocinadores e outras companhias.

Documentos analisados pelo La Nación apontam que a empresa teria movimentado pelo menos US$ 260 milhões em receitas relacionadas à federação argentina, por meio de contas em instituições financeiras como Citibank, Synovus, Bank of America, JPMorgan e PNC Bank. Do total, cerca de US$ 57 milhões teriam sido distribuídos entre empresas e beneficiários cuja justificativa econômica ainda é avaliada pelos investigadores.

A AFA afirmou que mantém o princípio da presunção de inocência. Durante um fórum sobre futebol, corrupção e Justiça realizado em Miami, o representante da entidade na América do Norte, Tomás Regalado, declarou que “medidas investigativas por si só não determinam responsabilidade ou culpa”.

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