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Ministério Público solicita investigação da PF sobre fundo da Arena Corinthians
Publicado 07/01/2026 • 14:46 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 07/01/2026 • 14:46 | Atualizado há 1 dia
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REUTERS/Amanda Perobelli.
Estádio do Corinthians
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou na terça-feira (6) que a Polícia Federal (PF) instaure um inquérito para investigar a contratação da Reag (atualmente denominada Arandu Investimentos) para a gestão do Fundo da Arena Itaquera, responsável pela administração contábil do estádio do Corinthians.
O pedido foi realizado pelo promotor Cássio Roberto Conserino, responsável também pela investigação do caso relacionado ao uso indevido de cartões corporativos por ex-dirigentes do Corinthians.
O acordo entre Corinthians e a Caixa Econômica Federal, firmado em 2022, na gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, definiu a entrada da Reag na estrutura do Fundo Arena. A gestora financeira tem por responsabilidade garantir o fluxo de repasse dos valores arrecadados pelo clube para o banco estatal. A dívida pela construção do estádio em Itaquera é de aproximadamente R$ 655 milhões.
A Reag entrou na mira da PF durante a Operação Carbono Oculto, do Ministério Público Federal. A gestora financeira é apontada como suspeita de criar fundos de investimento e comprar empresas com o objetivo de blindar o patrimônio do Primeiro Comando da Capital (PCC), o que a empresa nega.
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Recentemente, a Reag também teve o nome envolvido em fraudes do Banco Master. Após os casos virem à tona, o Corinthians deu início a tratativas para trocar a responsável pela administração da Arena.
Segundo o ofício enviado à Superintendência da PF, Conserino argumenta que a Reag assumiu a administração de fluxos financeiros de alto valor e baixa rastreabilidade ao ser inserida na gestão do estádio. Assim, o promotor pede que polícia apure as circunstâncias e a regularidade da inserção da empresa no acordo, bem como sua atuação após a renegociação contrato junto à Caixa.
“A concentração de vultosos fluxos financeiros em fundo gerido por empresa sob investigação criminal configura elemento indiciário suficiente e justa causa para investigação formal, com o objetivo de verificar eventual utilização da estrutura financeira como instrumento de ocultação, dissimulação de origem ou integração de valores ilícitos ao sistema econômico formal”, diz trecho do ofício.
O promotor vê ainda a possibilidade dos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional. “Os fatos narrados são, em tese, graves e demonstram possível risco sistêmico financeiro. A investigação não se confunde com gestão esportiva ou administrativa do clube, mas incide sobre fluxos financeiros, governança de fundo e eventual infiltração criminosa nesse cenário.”
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