CNBC

CNBCFord prepara elétrico acessível que dirige sozinho para 2028

Esportes

Ministério Público solicita investigação da PF sobre fundo da Arena Corinthians

Publicado 07/01/2026 • 14:46 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • O MP-SP solicitou que a Polícia Federal instaure um inquérito para investigar a contratação da Reag para a gestão do Fundo da Arena Itaquera.
  • O pedido foi realizado pelo promotor Cássio Roberto Conserino, responsável pela investigação do caso relacionado ao uso indevido de cartões corporativos por ex-dirigentes do Corinthians.

REUTERS/Amanda Perobelli.

Estádio do Corinthians

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou na terça-feira (6) que a Polícia Federal (PF) instaure um inquérito para investigar a contratação da Reag (atualmente denominada Arandu Investimentos) para a gestão do Fundo da Arena Itaquera, responsável pela administração contábil do estádio do Corinthians.

O pedido foi realizado pelo promotor Cássio Roberto Conserino, responsável também pela investigação do caso relacionado ao uso indevido de cartões corporativos por ex-dirigentes do Corinthians.

O acordo entre Corinthians e a Caixa Econômica Federal, firmado em 2022, na gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, definiu a entrada da Reag na estrutura do Fundo Arena. A gestora financeira tem por responsabilidade garantir o fluxo de repasse dos valores arrecadados pelo clube para o banco estatal. A dívida pela construção do estádio em Itaquera é de aproximadamente R$ 655 milhões.

A Reag entrou na mira da PF durante a Operação Carbono Oculto, do Ministério Público Federal. A gestora financeira é apontada como suspeita de criar fundos de investimento e comprar empresas com o objetivo de blindar o patrimônio do Primeiro Comando da Capital (PCC), o que a empresa nega.

Leia mais:
Copa do Brasil: Corinthians ainda não recebeu prêmio total de R$ 97 mi; entenda o bloqueio
Corinthians paga R$ 93 milhões à Caixa e reforça fôlego financeiro; entenda o acordo

Recentemente, a Reag também teve o nome envolvido em fraudes do Banco Master. Após os casos virem à tona, o Corinthians deu início a tratativas para trocar a responsável pela administração da Arena.

Segundo o ofício enviado à Superintendência da PF, Conserino argumenta que a Reag assumiu a administração de fluxos financeiros de alto valor e baixa rastreabilidade ao ser inserida na gestão do estádio. Assim, o promotor pede que polícia apure as circunstâncias e a regularidade da inserção da empresa no acordo, bem como sua atuação após a renegociação contrato junto à Caixa.

“A concentração de vultosos fluxos financeiros em fundo gerido por empresa sob investigação criminal configura elemento indiciário suficiente e justa causa para investigação formal, com o objetivo de verificar eventual utilização da estrutura financeira como instrumento de ocultação, dissimulação de origem ou integração de valores ilícitos ao sistema econômico formal”, diz trecho do ofício.

O promotor vê ainda a possibilidade dos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional. “Os fatos narrados são, em tese, graves e demonstram possível risco sistêmico financeiro. A investigação não se confunde com gestão esportiva ou administrativa do clube, mas incide sobre fluxos financeiros, governança de fundo e eventual infiltração criminosa nesse cenário.”

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Esportes

;