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Copa do Mundo: por que o campeão vai receber menos da metade da premiação do Mundial de Clubes?
Publicado 21/12/2025 • 09:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/12/2025 • 09:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Fauzan Saari/Unsplash
Taça da Copa do Mundo
O Congresso da Fifa realizado em Doha, no Catar, durante a última quarta-feira (17), definiu os valores que serão pagos às 48 seleções participantes da Copa do Mundo em 2026, em repasses que serão feitos diretamente às confederações dos país.
No total, serão entregues US$ 727 milhões (cerca de R$ 4 bilhões, na cotação atual), 50% a mais que a premiação da Copa de 2022. Ficou definido que o campeão vai receber US$ 50 milhões (R$ 275 milhões), números superiores aos recebidos por Argentina, em 2022 (US$ 42 milhões – R$ 231 milhões), e França, em 2018 (US$ 38 milhões – R$ 209 milhões).
Os valores, no entanto, são bem inferiores aos pagos pela própria Fifa na Copa do Mundo de Clubes, realizada em meados deste ano, nos Estados Unidos. O campeão Chelsea, por exemplo, ficou com US$ 115,2 milhões (R$ 633,6 milhões).
Até mesmo os demais colocados ganharam mais, casos do vice-campeão PSG (US$ 107,5 milhões – R$ 591,3), e 3º e 4º colocado, respectivamente, casos de Real Madrid (US$ 83,2 milhões – R$ 457,6 milhões) e Fluminense (US$ 60,8 milhões – R$ 334,4 milhões). O Palmeiras, que avançou às quartas-de-final da competição, também embolsou números robustos (US$ 38,6 milhões – R$ 212,3 milhões).
“Diferentemente do que se dá na Copa do Mundo de seleções, foi preciso convencer os principais clubes do mundo para que se mobilizassem pelo novo torneio de clubes, e só uma premiação relevante também para os clubes mais ricos viabilizaria a competição. Mas a análise nao se resume a esses prêmios, já que a composição das receitas de federações e clubes é muito diferente. Se o Mundial de clubes apenas adiou férias das principais equipes europeias, para as confederações nacionais a Copa de seleções é a maior geradora de receitas com patrocinadores. Ela rende muito mais indiretamente“, explica Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa que é controlada pelo cantor Jay-Z.
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“A Copa do Mundo de Clubes proporcionou uma premiação significativa aos clubes brasileiros. Além do ganho financeiro, também há o intangível, que é a repercussão e visibilidade internacional”, afirma Moises Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças no esporte.
“O impacto dessas cifras vai além do caixa imediato. Essas premiações exponenciais, especialmente as dolarizadas vindas da FIFA, deixaram de ser um bônus para se tornarem um pilar central do planejamento orçamentário. Isso alimenta um abismo competitivo: o dinheiro financia a performance, que, por sua vez, gera mais premiações. O sucesso em campo se monetiza imediatamente, reforçando o branding do clube e atraindo patrocínios de maior valor”, analisa Thales Rangel Mafia, Gerente de Marketing da Multimarcas Consórcios.
Por outro lado, o que vai fazer com que os valores com a Copa de Clubes fiquem parecidos é que todas as seleções receberão automaticamente US$ 10,5 milhões (R$ 57,8 milhões) somente pela participação. Ou seja, o campeão embolsaria no total US$ 107,7 milhões (R$ 592,4 milhões – valor totalizado considerando bônus e prêmio final), ainda abaixo do total recebido pelo Chelsea (US$ 115,2).
O campeão da Copa receberá ainda a premiação de 50 milhões de dólares (cerca de R$ 323,5 milhões) pelo título, valor nunca antes entregue no torneio. Como comparação, a Argentina recebeu US$ 42 milhões em 2022 e a França US$ 38 milhões em 2018.
Além disso, cada participante receberá US$ 1,5 milhão (R$ 8,3 milhões) para custos de preparação.
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