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Como Michael Jackson passou décadas lucrando com as músicas dos Beatles
Publicado 08/01/2026 • 15:57 | Atualizado há 19 horas
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Publicado 08/01/2026 • 15:57 | Atualizado há 19 horas
KEY POINTS
Divulgação / Michael Jackson Official Site
A história da indústria musical é repleta de reviravoltas, mas poucas são tão irônicas quanto a disputa pelos direitos autorais do catálogo dos Beatles. Durante três décadas, os lucros de hinos mundiais como “Yesterday” não eram direcionados ao seu criador, Paul McCartney, mas sim ao “Rei do Pop”, Michael Jackson.
No início dos anos 1980, Michael Jackson e Paul McCartney desfrutavam de uma amizade próxima e de uma parceria musical de sucesso, rendendo hits como “Say Say Say”. A relação começou após McCartney compor “Girlfriend” para Jackson, ainda nos tempos do Jackson 5.
Foi durante uma conversa informal sobre investimentos que McCartney deu a Jackson o conselho que selaria o destino de sua própria obra: o ex-Beatle sugeriu que a compra de catálogos musicais de outros artistas era uma das formas mais seguras de expandir uma fortuna.
O que Paul não esperava era que Michael Jackson levaria a dica ao pé da letra, mirando justamente o acervo mais cobiçado da história: o dos próprios Beatles.
O catálogo da banda, originalmente gerido pela empresa Northern Songs, havia saído do controle de Lennon e McCartney ainda nos anos 1960, após a morte do empresário Brian Epstein e desentendimentos com o editor Dick James. Em 1982, os direitos foram colocados à venda pela Associated Communications Corporation (ACC).
Aproveitando a oportunidade, Michael Jackson ofereceu US$ 47,5 milhões em 1985, superando as tentativas de McCartney de reaver seu trabalho. O lance foi visto por Paul como uma traição pessoal, marcando o fim definitivo da amizade e da colaboração entre os dois astros.
O investimento de Jackson provou-se visionário. Em 2016, anos após a sua morte em 2009, o espólio do cantor vendeu sua participação no catálogo para a Sony pela cifra astronômica de US$ 750 milhões (mais de R$ 4 bilhões na cotação atual).
Para Paul McCartney, a batalha só terminou em 2017. Após acionar judicialmente a Sony/ATV Music Publishing com base na lei de direitos autorais dos Estados Unidos (que permite a autores reivindicarem seus direitos após um período determinado), o músico celebrou um acordo confidencial. Cinquenta anos após a perda original, McCartney pôde, finalmente, voltar a ser o detentor legal das canções da banda de Liverpool.
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