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Universal Music tem lucro 84% menor no 1º semestre de 2026 apesar de alta na receita

Publicado 30/07/2026 • 19:20 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Universal Music tem lucro líquido 84,5% menor no 1º semestre de 2026.
  • Receita cresce 5,3%, impulsionada por assinaturas, licenciamento e edição musical.
  • Queda em investimentos e custos maiores pressionam resultados da gravadora.

Foto: Divulgação

A Universal Music Group (UMG) registrou lucro líquido atribuído de 222 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, resultado 84,5% inferior ao obtido pela gravadora no mesmo período do ano anterior. A empresa, responsável pelo catálogo de artistas como Taylor Swift e Lady Gaga, teve o desempenho impactado principalmente pela queda do lucro operacional, pelo aumento dos custos em relação ao crescimento das receitas, pelos efeitos cambiais negativos e pela redução das receitas financeiras.

O principal efeito sobre o resultado veio da piora na reavaliação de investimentos da companhia em empresas de capital aberto e outras sociedades. Entre as participações afetadas estão investimentos relacionados ao Spotify e à Tencent Music Entertainment.

Apesar da retração no lucro, a receita da UMG avançou no período. O faturamento acumulado até junho de 2026 alcançou 6,194 bilhões de euros, alta de 5,3% em relação ao ano anterior. Considerando taxas de câmbio constantes, o crescimento chegou a 10,8%.

No segundo trimestre, entre abril e junho, a companhia registrou receita de 3,294 bilhões de euros, com avanço de 10,5% em valores absolutos e de 13,3% considerando taxas de câmbio constantes.

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A área de gravação musical respondeu por 4,769 bilhões de euros em receitas no primeiro semestre, alta anual de 6,8%. Dentro do segmento, as receitas de assinaturas cresceram 9%, para 2,670 bilhões de euros. As receitas de streaming avançaram 2,4%, para 728 milhões de euros, enquanto os downloads somaram 72 milhões de euros, queda de 34%. As vendas físicas totalizaram 651 milhões de euros, alta de 6,5%.

O segmento de licenciamento registrou receita de 648 milhões de euros, crescimento de 11% na comparação anual. Já o negócio de edição musical alcançou 1,168 bilhão de euros até junho, alta de 3,9%. Em sentido contrário, a área de produtos promocionais teve receita de 268 milhões de euros, recuo de 12,1%.

O presidente e diretor executivo da UMG, Lucian Grainge, afirmou que a empresa mantém seu plano estratégico e busca aprimorar a execução da estratégia por meio das oportunidades trazidas pelas novas tecnologias e pelas transformações no ecossistema musical.

No mercado financeiro, a companhia também passou por uma movimentação envolvendo investidores. No início de junho de 2026, a Pershing Square Capital Management vendeu toda sua participação na UMG, equivalente a 4,7% da empresa. A operação ocorreu após a administração da gravadora rejeitar uma proposta de aquisição apresentada em abril pela gestora liderada por Bill Ackman, que avaliava a UMG em mais de 55 bilhões de euros.

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