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Irã diz que ameaças de Trump são sinal de ‘desespero estratégico’ e apresenta condições para reabertura de Ormuz
Publicado 23/09/2026 • 08:32 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/09/2026 • 08:32 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
AFP
As Forças Armadas do Irã descreveram nesta quarta-feira as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aniquilar Teerã como “um sinal de desespero estratégico”, e alertaram que o país está preparado para realizar ataques “mais devastadores” do que os anteriores ao longo do conflito, que já dura quase sete meses.
A mensagem de tom combativo, divulgada pela agência iraniana Mehr, acusou Trump de tentar usar a tribuna das Nações Unidas para justificar uma agressão.
“Essas palavras demonstram o impasse estratégico dos Estados Unidos em sua agressão contra a nação iraniana e a repetição de alegações infundadas e ameaças, diante do esgotamento das Forças Armadas dos EUA, não é um sinal de força, mas um sinal de seu desespero estratégico”, afirmou o Estado-Maior das Forças Armadas do Irã.
Leia também: Irã diz que pode reabrir Estreito de Ormuz em até 7 dias se EUA reduzirem pressão militar
Trump disse, durante seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), na terça-feira, que enfrentava uma escolha entre um acordo e uma ação militar mais agressiva. Mais tarde, afirmou a jornalistas que autoridades dos EUA tiveram uma reunião “muito boa”, de três horas, com enviados iranianos à margem do encontro.
“Será feito um acordo com o Irã? Ou eu aniquilo a República Islâmica, e faço isso rapidamente?”, disse Trump na terça-feira. Ele pediu a todos os países que “imponham o isolamento econômico completo do Irã”.
Trump também afirmou que espera um acordo após as eleições de meio de mandato de novembro. “Acredito que faremos um acordo logo depois da eleição, porque não faz sentido que eles não façam”, disse. “Eles estão esperando para ver como eu me saio na eleição de meio de mandato.”
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, está previsto para discursar na AGNU ainda nesta quarta-feira.
O Irã vem negociando com os EUA por meio de um mediador do Catar em Nova York e comunicou suas condições para encerrar a guerra em todas as frentes, segundo reportagens da imprensa regional.
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Siga o Times | CNBCAs condições de Teerã incluem a interrupção do que classifica como “atos de agressão” dos EUA, o fim do bloqueio naval e da guerra econômica e a liberação de ativos iranianos, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei.
A proposta apresentou detalhes concretos destinados a restabelecer o tráfego pelo Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo e gás antes da guerra, reavivando frágeis esperanças de uma saída diplomática para o conflito de sete meses.
Separadamente, uma autoridade iraniana de alto escalão disse que Teerã poderia reabrir o estreito em até uma semana caso os EUA reduzam a pressão militar e suspendam o bloqueio aos portos iranianos.
O transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz permanece muito abaixo do normal. Os trânsitos confirmados pelo estreito tiveram média de 6,98 milhões de barris por dia nos sete dias até 20 de setembro, segundo a Kpler. O volume equivale a cerca de 38% da referência pré-guerra, de 18,3 milhões de barris por dia.
As próprias exportações de petróleo bruto do Irã secaram depois que os EUA restabeleceram seu bloqueio naval. Os carregamentos de petróleo bruto do país caíram para zero até agora em setembro, ante 893 mil barris por dia em julho, segundo a Kpler.
O estreito “está se tornando cada vez mais um corredor de transporte controlado pela Arábia Saudita”, afirmou a agência de pesquisa do setor marítimo na terça-feira. A Arábia Saudita transferiu exportações para sua costa no Golfo desde que um ataque dos houthis, no início deste mês, interrompeu os fluxos por seu oleoduto Leste-Oeste até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho.
Um acordo provisório de paz entre Washington e Teerã ruiu em julho, semanas depois de ter sido assinado, e nenhum dos lados indicou quando ocorrerá a próxima rodada de negociações.
Os preços do petróleo apresentavam comportamento misto nesta quarta-feira. Os contratos futuros do Brent, referência internacional, eram negociados pela última vez em alta de 0,7%, a US$ 99,90 por barril, enquanto os futuros do West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, caíam 0,1%, para US$ 90,42 por barril.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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