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Négocios em Jogo: Fórmula 1 muda regras em 2026 e reforça papel como laboratório da indústria automotiva

Publicado 06/01/2026 • 12:54 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • A Fórmula 1 terá carros menores e mais leves em 2026, com motores híbridos que dividem a potência igualmente (50/50) entre combustão e eletricidade.
  • A categoria adotará combustível 100% sintético e sustentável, eliminando o uso de fontes fósseis para alinhar a tecnologia das pistas à indústria automotiva global.
  • O novo DRS será eletrônico, permitindo que pilotos usem potência extra em qualquer ponto da volta para atacar ou defender, aumentando a dinâmica das corridas.

A Fórmula 1 passará por uma das maiores transformações de sua história a partir de 2026, com mudanças profundas no regulamento técnico, nos carros e na matriz energética.

Para analisar os impactos esportivos e de negócios desse novo ciclo, o quadro Negócios em Jogo, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, conversou com o piloto, empresário e comentarista Cacá Bueno, que detalhou como as alterações aproximam ainda mais a categoria da indústria automotiva global.

“É a maior mudança em décadas no regulamento da Fórmula 1, buscando exatamente esse alinhamento com a indústria automotiva”, afirmou Cacá Bueno.

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Segundo ele, a categoria deixa de lado ajustes pontuais e promove uma reformulação completa, envolvendo motores, peso, dimensões dos carros e sistemas de recuperação de energia, com foco direto em inovação e eficiência.

Cacá explicou que, a partir de 2026, os carros passarão a ser híbridos de forma mais equilibrada, com 50% da potência vinda do motor a combustão e 50% do sistema elétrico. Ele destacou que, diferentemente do que ocorre nos veículos de rua, a Fórmula 1 impôs o desafio adicional de reduzir peso e tamanho, exigindo soluções tecnológicas avançadas para acomodar baterias e motores menores.

“Você vai se tornar híbrido de verdade, mas com menos peso e menos espaço para implementar baterias e motores”, disse. Para o piloto, esse paradoxo força as equipes a inovar em áreas como recuperação de energia e eficiência dos componentes, reforçando o caráter experimental da categoria.

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Segundo o empresário, uma mudança relevante está na eliminação do sistema de recuperação de energia pelo calor do turbo, considerado complexo e pouco alinhado à indústria automotiva.

A Fórmula 1 manterá apenas a recuperação por frenagem e desaceleração, modelo mais próximo dos veículos comerciais e com menor custo operacional.

“O setor automotivo não absorveu bem esse sistema por temperatura, porque é caro, complexo e dá problema”, afirmou. Ele ressaltou que a simplificação do motor híbrido aproxima a tecnologia da realidade das montadoras e facilita a transferência de conhecimento para os carros de rua.

Outro ponto central do novo regulamento envolve o combustível. “O combustível não será fóssil. Apesar de ser combustão, ele será sintético”, disse Cacá.

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A mudança faz parte da meta da Fórmula 1 de atingir a neutralidade de carbono até 2030, pressionando empresas tradicionais de petróleo a se reposicionarem como companhias de energia.

Cacá avaliou que esse novo cenário deve impactar diretamente o perfil dos patrocinadores. Segundo ele, as grandes petroleiras precisarão investir em combustíveis sintéticos sustentáveis, enquanto novas marcas ligadas à tecnologia, energia limpa e inovação tendem a ganhar espaço nas pinturas dos carros e nas estratégias comerciais das equipes.

“Essas empresas precisam deixar de ser apenas petroleiras e passar a se enxergar como empresas de energia”, afirmou. Ele acrescentou que, por isso, as equipes também mudaram a forma de apresentar os carros, divulgando inicialmente apenas os layouts visuais, antes da estreia definitiva dos modelos em pista.

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No aspecto esportivo, Cacá destacou a reformulação do DRS, sistema de ultrapassagem. “O ganho de velocidade agora será controlado eletronicamente ao longo da volta inteira”, disse.

A mudança permite que o piloto use mais potência elétrica em diferentes pontos do circuito, ampliando as possibilidades estratégicas e reduzindo a previsibilidade das ultrapassagens concentradas no fim das retas.

Segundo ele, o novo sistema traz mais dinâmica às corridas, permitindo que o piloto escolha quando atacar ou se defender, desde que esteja dentro do limite regulamentar de distância para o adversário. Isso tende a tornar as provas menos lineares e mais imprevisíveis para o público.

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Cacá também comentou o cronograma de testes e estreia dos novos carros. Ele explicou que os primeiros testes de pré-temporada acontecem no fim de janeiro, em Barcelona, com foco principal na unidade de potência, enquanto os carros completos devem aparecer apenas nos treinos de fevereiro, no Bahrein.

As mudanças, segundo o piloto, abrem espaço para uma reconfiguração do equilíbrio de forças na categoria. “Quando há mudanças grandes assim, o baralho é embaralhado”, afirmou.

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Ele citou McLaren, Mercedes, Ferrari, Red Bull e Aston Martin como equipes com potencial para se destacar, ressaltando que novos ciclos regulatórios costumam criar oportunidades para surpresas.

Para Cacá Bueno, o novo regulamento consolida a Fórmula 1 como um polo estratégico de inovação. “É uma mudança totalmente alinhada com o futuro do setor automotivo”, disse. Segundo ele, tecnologias ligadas a combustíveis sintéticos, eficiência energética e motores híbridos mais leves devem sair das pistas e chegar, em médio prazo, aos carros usados no dia a dia.

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