CNBC

CNBCThomas Pritzker deixa a presidência do conselho da Hyatt após laços com Jeffrey Epstein

Entretenimento

Pokémon vale mais que a Bolsa? Cartas viram investimento bilionário e nostalgia redefine o mercado

Publicado 17/02/2026 • 11:45 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Cards de Pokémon acumulam alta de 3.821% desde 2004.
  • Nostalgia e escassez transformam itens de coleção em ativos milionários.
  • Mercado cresce, mas volatilidade e risco de bolha preocupam especialistas.
Carta Pikachu illustrator

Reprodução Instagram @loganpaul

Criada em 1996 pela Nintendo, a franquia Pokémon se transformou em um dos maiores fenômenos culturais da história. Hoje, é considerada a marca de mídia mais lucrativa do mundo, com receitas acumuladas que ultrapassam US$ 115 bilhões a US$ 147 bilhões.

O Trading Card Game (TCG) é um dos pilares desse império. Mais de 75 bilhões de cartas já foram vendidas globalmente, e algumas atingem valores dignos de obras de arte.

Um dos exemplos mais emblemáticos é a carta Pikachu Illustrator, considerada o “Santo Graal” entre colecionadores, foi vendida por US$ 16,5 milhões em um leilão da Goldin Auctions em fevereiro de 2026, após 41 dias de disputa.

O item pertencia ao influenciador e lutador Logan Paul, que havia adquirido a carta em 2021 por US$ 5,275 milhões, valor que já era recorde mundial para um card de Pokémon na época.

Desta vez, a venda estabeleceu um marco ainda maior: segundo o Guinness World Records, trata-se da carta colecionável mais cara já vendida em um leilão, superando qualquer outro trading card da história.

Leia também: Japão inaugura primeiro parque permanente de Pokémon e cria novo fenômeno turístico

De item de fã a ativo de luxo

Criada em 1998 pela ilustradora Atsuko Nishida, a carta Pikachu Illustrator foi distribuída como prêmio em um concurso no Japão. Estima-se que existam apenas algumas dezenas de exemplares no mundo.

O diferencial do card vendido por Logan Paul é ainda mais raro: ele possui nota máxima de conservação (PSA 10), sendo considerado possivelmente o único exemplar perfeito existente.

Além da raridade, Paul ajudou a transformar a peça em um ícone pop. Ele chegou a usar a carta em um colar de diamantes durante sua entrada na WrestleMania 38, ampliando sua visibilidade global.

A transação reforça a transformação dos cards em ativos de alto valor, comparáveis a obras de arte e itens de luxo.

O efeito pandemia e a nova geração de investidores

O mercado de cards ganhou tração durante a pandemia, quando milhões de pessoas passaram mais tempo em casa e tiveram acesso a estímulos financeiros, como auxílios governamentais.

Esse cenário impulsionou uma nova leva de investidores – muitos deles jovens — que passaram a enxergar os cards não apenas como hobby, mas como oportunidade de ganho.

Celebridades e influenciadores tiveram papel central nessa popularização. Logan Paul, por exemplo, ajudou a transformar o mercado em um fenômeno global ao exibir cartas raras em eventos e redes sociais.

Leia também: Cartas raras de Pokémon viram ativo milionário: mercado de colecionadores se consolida como nova forma de investimento

Mercado secundário domina as transações

Embora a Pokémon Company lance novas coleções regularmente, a maior parte das negociações ocorre no mercado secundário.

Plataformas como eBay, TCGplayer, redes sociais e feiras especializadas concentram as vendas entre colecionadores. Nesse ambiente, o preço de uma carta pode variar drasticamente conforme:

  • Raridade
  • Estado de conservação
  • Avaliação por autenticadores
  • Demanda entre colecionadores

Uma carta em estado “perfeito” pode valer milhões, enquanto pequenos defeitos reduzem significativamente seu preço.

Investimento ou bolha?

Apesar dos ganhos expressivos, especialistas alertam para os riscos.

A falta de padronização de preços, a volatilidade e o impacto do comportamento emocional dos compradores tornam o mercado imprevisível. O Wall Street Journal traça paralelos com a bolha das cartas de beisebol nos anos 1980, quando a superprodução levou a uma queda abrupta nos valores.

Outro risco relevante é o aumento de falsificações, que cresce à medida que os preços sobem.

O fator emocional: quando nostalgia vira dinheiro

Diferentemente de ações ou commodities, os cards de Pokémon carregam um componente emocional forte.

Para muitos compradores, o valor não está apenas na escassez, mas na conexão com a infância. Esse fator pode distorcer decisões de investimento e, ao mesmo tempo, sustentar preços elevados.

Esse movimento se encaixa em uma tendência maior: a ascensão dos chamados “investimentos emocionais”, que incluem tênis colecionáveis; relógios de luxo; itens de cultura pop; cards, dentre outros.

Nesses mercados, valor e narrativa caminham juntos.

Um império que vai além das cartas

O sucesso das cartas é apenas uma parte do ecossistema Pokémon.

A marca gera bilhões em diferentes frentes:

  • US$ 12 bilhões em merchandising em 2024
  • Mais de 480 milhões de jogos vendidos
  • Bilhões em receitas com produtos licenciados
  • Filmes como Detective Pikachu, com US$ 430 milhões de bilheteria

A estratégia da franquia combina entretenimento, produtos físicos e experiências, criando um ciclo contínuo de consumo.

Da tela para o mundo real

O crescimento da marca também está se traduzindo em experiências físicas.

Em Londres, uma exposição temática no Museu de História Natural esgotou 105 mil ingressos em menos de cinco horas. No Japão, o recém-inaugurado PokéPark Kanto, primeiro parque temático permanente da franquia, já enfrenta filas e alta demanda.

O objetivo vai além do entretenimento: transformar propriedade intelectual em motor de turismo, consumo e receita.

Os cards de Pokémon podem oferecer retornos extraordinários, mas também carregam riscos elevados. Para especialistas, o ideal é tratar esse tipo de ativo como investimento alternativo, e não como substituto de aplicações tradicionais.

Ainda assim, para muitos fãs, a lógica é outra.

Mais do que retorno financeiro, trata-se de algo difícil de precificar: o valor de reviver a própria infância e, quem sabe, lucrar com ela.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Entretenimento

;