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Japão inaugura primeiro parque permanente de Pokémon e cria novo fenômeno turístico
Publicado 05/02/2026 • 08:21 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 05/02/2026 • 08:21 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
O Japão acaba de adicionar um novo ícone ao seu mapa turístico. Nesta quinta-feira (5), foi inaugurado em Tóquio o PokéPark Kanto, primeiro parque temático permanente dedicado ao universo de Pokémon.
Instalado dentro do Yomiuri Land, o maior parque de diversões da capital, o espaço surge em meio a um momento de boom do turismo estrangeiro no país e já nasce com aura de blockbuster: os ingressos iniciais esgotaram rapidamente e há filas virtuais para os próximos meses.
Para autoridades e analistas do setor, o parque não é apenas entretenimento. Ele representa mais um capítulo da estratégia japonesa de transformar propriedades intelectuais globais em motores permanentes de consumo, exportação cultural e receita turística.

Diferentemente de complexos repletos de montanhas-russas, o PokéPark Kanto aposta numa experiência imersiva e contemplativa. O parque ocupa cerca de 26 mil metros quadrados e se divide em duas grandes áreas.
Na Pokémon Forest, uma trilha arborizada de quase 500 metros leva visitantes por colinas, túneis e clareiras onde surgem centenas de criaturas em tamanho real, espalhadas como se vivessem em habitat natural. Há desde Digletts emergindo do solo até versões monumentais de Onix e Rhyhorn alinhadas ao longo dos caminhos.
Para entrar na floresta, é preciso subir 110 degraus sem auxílio, segundo as regras do parque, o que limita o acesso de crianças pequenas e visitantes com mobilidade reduzida.
Já a Sedge Town funciona como uma cidade-cenário inspirada nos jogos e no anime: concentra lojas, restaurantes temáticos, praças para desfiles, carrosséis decorados com Eevee e Rapidash e um ginásio onde acontecem “batalhas” encenadas com atores humanos e animatrônicos de última geração.
A direção criativa ficou sob responsabilidade de Junichi Masuda, um dos criadores originais da franquia.

A demanda foi tão alta que a venda precisou adotar sistema de sorteio e janelas antecipadas para turistas estrangeiros.
Os preços variam conforme a experiência.. É possível, no entanto, encontrar o preço para os três tipos de ingresso do PokéPark Kanto — o Town Pass, o Trainer’s Pass e Ace Trainer’s Pass.
O Town Pass, que permite a entrada somente na Vila Sedge, custa ¥5,500 (cerca de R$ 186,50 na cotação atual). Já o Trainer’s Pass, que permite a entrada na Vila Sedge e uma única vez na Floresta Pokémon, custa ¥9,400 (cerca de R$ 318,75 na cotação atual). Por fim, o Ace Trainer’s Pass, que permite a entrada na Vila Sedge e na Floresta Pokémon sem qualquer restrição, custa ¥16,500 (cerca de R$ 559,51 na cotação atual).
Aliás, o parque de Osaka já anunciou planos para criar suas próprias atrações ligadas ao Pokémon, sinal de que a corrida por experiências imersivas baseadas em franquias japonesas só está começando.
O parque chega ao mercado apoiado por um colosso da cultura pop. Criado em 1996 pela Nintendo e hoje administrado pela The Pokémon Company, Pokémon é frequentemente citado como a franquia de mídia mais lucrativa da história.
Estimativas globais colocam a receita acumulada acima de US$ 100 bilhões, impulsionada principalmente por brinquedos, roupas, jogos de videogame, cartas colecionáveis e aplicativos como Pokémon Go.
Em 2025, a The Pokémon Company reportou lucros superiores a ¥70 bilhões, e analistas esperam aceleração em 2026 com novos lançamentos, expansão de merchandising e agora a monetização direta do turismo físico.

A inauguração ocorre num contexto delicado. Em 2025, o Japão recebeu mais de 40 milhões de visitantes estrangeiros, beneficiado por um iene fraco no pós-pandemia. O fluxo aqueceu hotéis, restaurantes e varejo, mas também gerou debates sobre superlotação e impacto na vida cotidiana.
A recém-empossada primeira-ministra Sanae Takaichi já sinalizou endurecimento de regras em áreas saturadas por turistas. Mesmo assim, especialistas avaliam que o PokéPark Kanto deve reforçar o magnetismo de Tóquio para famílias estrangeiras e fãs da franquia.
Na prática, o parque soma-se a uma tendência mais ampla: desde a abertura da área Super Nintendo World, parques baseados em personagens japoneses vêm se mostrando ativos econômicos tão valiosos quanto fábricas ou distritos comerciais.

Para a indústria do entretenimento, o PokéPark Kanto é um laboratório vivo de monetização de IP. Não se trata apenas de vender ingressos, mas de impulsionar hospedagem, transporte, restaurantes, produtos exclusivos e visitas repetidas, um ecossistema inteiro ancorado em personagens digitais.
Para Tóquio, o parque é mais um lembrete de que seus heróis virtuais deixaram há muito tempo os consoles e telas para se transformar em infraestrutura turística de escala global.
Em tempos de economia criativa, Pikachu e companhia provam que nostalgia, tecnologia e estratégia territorial podem render algo muito concreto: filas na porta, hotéis cheios e bilhões circulando.
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