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Samba Tech: como a maior impressora 3D do setor está automatizando o Carnaval carioca
Publicado 15/02/2026 • 13:34 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 15/02/2026 • 13:34 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Eduardo Hollanda/ Divulgação Beija-Flor de Nilópolis
Beija Flor inova em 2026 na produção de fantasias e alegorias com impressora 3D
A Beija-Flor de Nilópolis incorporou um laboratório de indústria 4.0 ao seu barracão na Cidade do Samba, no Rio, e passou a utilizar uma das maiores impressoras 3D em operação no Brasil para produzir, em larga escala, peças de alegorias e fantasias. A tecnologia já responde por 10% dos elementos que a escola levará ao Marquês de Sapucaí com o enredo “Bembé”.
A proposta é ampliar gradualmente a participação da fabricação digital nos próximos Carnavais. Segundo a agremiação, o sistema combina redução de custos, ganho de tempo e menor impacto ambiental.
O projeto foi financiado pelo presidente Almir Reis e idealizado pelo engenheiro mecânico Luiz Lolli, responsável pela estrutura de fabricação digital instalada dentro do barracão. A escola afirma que se trata de uma iniciativa inédita no Carnaval brasileiro em escala industrial.
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No espaço, são produzidas peças cenográficas, adereços e elementos de fantasia a partir de arquivos digitais, com padrão de repetibilidade e controle técnico típicos da indústria. A automação permite reproduzir volumes e formas com alto grau de fidelidade ao projeto original.
A técnica utilizada é a FDM (modelagem por deposição fundida), na qual filamentos plásticos são derretidos e aplicados camada por camada até a formação da peça. O método é empregado em setores como indústria automotiva, arquitetura, prototipagem e medicina.
Segundo Lolli, o princípio é o mesmo usado em aplicações mais avançadas, inclusive com outros tipos de materiais. O que muda é a matéria-prima.
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No caso da Beija-Flor, o laboratório trabalha com ABS, plástico leve, resistente e reciclável. A escola destaca que as máquinas operam com tolerâncias de décimos de milímetro, permitindo reproduzir texturas, volumes e padrões com elevada precisão.
A produtividade é um dos principais diferenciais. Uma peça com cerca de 1,10 metro de altura pode ser produzida em aproximadamente 24 horas, tempo inferior ao necessário em processos tradicionais de escultura, colagem e acabamento manual.
Para Almir Reis, a iniciativa representa um avanço estrutural. Ele afirma que a tecnologia reduz gastos com resina, pintura, isopor e outros insumos, além de permitir que profissionais antes alocados em etapas repetitivas sejam direcionados a funções artísticas e de acabamento mais especializado.
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O artista Kennedy Prata, líder da equipe de esculturas, avalia que a impressora atua como aliada do trabalho criativo. Segundo ele, a máquina garante precisão em grandes quantidades, enquanto os artistas concentram esforços nas peças maiores e autorais.
A escola também destaca o aspecto ambiental do projeto. O sistema de fabricação por adição gera desperdício mínimo de material. Após o desfile, as peças impressas em ABS podem ser trituradas e transformadas novamente em filamento, retornando ao processo produtivo.
De acordo com a agremiação, o modelo se enquadra em uma lógica de economia circular, reduzindo descarte e reaproveitando insumos dentro do próprio barracão.
Para o carnavalesco João Vitor Araújo, o impacto da tecnologia aparece diretamente no resultado final. As peças ficam mais leves, facilitando montagem e deslocamento, e apresentam um nível de acabamento difícil de alcançar apenas com técnicas manuais.
Segundo ele, o projeto digital chega à avenida com fidelidade estética ao desenho original, sem distorções — um diferencial que pode influenciar a qualidade visual do desfile na Sapucaí.
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