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Super Bowl 2026: o espetáculo global que vai além do futebol americano

Publicado 07/02/2026 • 14:45 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Anúncios de 30 segundos chegam a US$ 8–10 milhões, recorde publicitário.
  • Comercialização antecipada e grande demanda mostram o valor de mídia ao vivo.
  • Evento é palco global de esporte, cultura e marketing com alcance gigantesco.
Troféeu do Super Bowl

Getty Images

Enquanto o Super Bowl LX segue como o maior evento esportivo dos Estados Unidos, com Seattle Seahawks e New England Patriots em campo no domingo (8), a edição deste ano chama atenção por outro motivo: a crescente internacionalização do jogo e o peso econômico colossal que ele movimenta fora das quatro linhas.

Jogadores de países distantes no Super Bowl

Embora o Super Bowl seja tradicionalmente visto como um produto tipicamente norte-americano, vários protagonistas desta edição nasceram fora dos Estados Unidos.

Michael Dickson, punter dos Seahawks e natural de Sydney, é hoje o maior símbolo dessa globalização dentro do campo. Ex-jogador de futebol australiano, ele se tornou o punter mais bem pago da National Football League e é conhecido por chutes de rotação extrema que frequentemente empurram adversários para o fundo do campo.

Do lado dos Patriots, o kicker Andy Borregales, nascido em Caracas, pode se tornar o primeiro venezuelano a disputar um Super Bowl. Draftado na sexta rodada, ele rapidamente conquistou a posição de titular e virou símbolo de representatividade para torcedores da América Latina.

Além deles, os elencos contam com atletas oriundos de programas internacionais da NFL e jogadores de ascendência polinésia e europeia, um reflexo direto da estratégia da liga para ampliar sua base de talentos fora do mercado doméstico.

Leia também: Máquina de Dinheiro: Os bastidores da operação que torna o Super Bowl um ativo mais valioso que a Marvel

Bad Bunny e a ofensiva cultural da NFL

A internacionalização também aparece no show do intervalo. O astro porto-riquenho Bad Bunny foi escolhido para liderar o tradicional Halftime Show, tornando-se o primeiro artista a comandar sozinho a apresentação inteiramente em espanhol.

A aposta dialoga com a expansão global da NFL e com a tentativa de atrair públicos fora dos EUA, especialmente na América Latina e na Europa. A partida será exibida mundialmente por redes como NBC, Peacock e Telemundo, reforçando o alcance internacional do evento.

Audiência global e vitrine para marcas

O Super Bowl é também um dos maiores palcos publicitários do planeta. Estimativas de mercado indicam que a final costuma ultrapassar 100 milhões de espectadores apenas nos Estados Unidos, além de dezenas de milhões no exterior, impulsionados pela transmissão em streaming e pelos acordos internacionais de mídia.

Em 2026, esse apelo global elevou ainda mais o valor comercial do jogo. Todos os espaços publicitários dos intervalos foram vendidos ainda em 2025, e anúncios de 30 segundos teriam sido negociados entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões, algo entre R$ 42 milhões e R$ 52 milhões.

O patamar coloca o Super Bowl acima de praticamente qualquer outro evento anual de mídia:

• Comerciais da Copa do Mundo costumam custar menos por inserção isolada, embora atinjam públicos globais maiores ao longo do torneio
• Jogos Olímpicos diluem o investimento em múltiplas transmissões
• Premiações como o Oscar ficam muito abaixo desses valores unitários

Na prática, nenhuma vitrine concentra tanta atenção simultânea quanto o Super Bowl.

Leia também: Super Bowl de 2026: quais marcas vão anunciar nos intervalos mais caros da TV?

Um espetáculo verdadeiramente global

No Brasil, o Super Bowl vem se firmando como um marco no calendário esportivo e publicitário, impulsionado pelo crescimento acelerado da base de fãs da NFL. Hoje, o país já é o segundo maior mercado internacional da liga, com mais de 36 milhões de torcedores, além de abrigar um escritório oficial em São Paulo, sinal claro de que o futebol americano deixou de ser nicho para virar ativo estratégico no mercado local.

Pela primeira vez, o grupo Globo adquiriu os direitos de transmissão dos jogos da liga. O confronto será exibido ao vivo no sportv e na ge TV. além do show de intevalo na TV aberta e no Multishow. A transmissão conta com diversos patrocinadores como XP, Perdigão e Ford. Outra marca em destaque é a fintech de meios de pagamento Barte, que veiculará uma campanha no sportv.

Além da cobertura televisiva, a liga também aposta em experiências presenciais. O evento oficial “Super Bowl LX Experience Rio” acontece no Rio de Janeiro, na Zona Portuária, com patrocínio da XP e programação que inclui atrações musicais e gastronômicas. A venda de ingressos é feita pela Ticketmaster.

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