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ESG pode ampliar capacidade de clubes atraírem patrocínios, diz presidente do Sustentabilidade em Campo

Publicado 29/09/2026 • 14:21 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • Práticas ESG podem ampliar a capacidade dos clubes de atrair patrocinadores e fortalecer a relação com empresas que já investem no futebol.
  • Patrocinadores, torcedores e a sociedade aumentam a pressão por avanços em temas como racismo, participação feminina, transparência e governança.
  • Novo índice pretende transformar ações de sustentabilidade dos clubes em indicadores para medir o avanço das equipes nessas práticas.

A adoção de práticas ambientais, sociais e de governança pode aumentar a capacidade dos clubes brasileiros de atrair patrocinadores e fortalecer a relação com empresas que já investem no futebol, afirmou Marcelo Linguitte, presidente do Movimento Sustentabilidade em Campo, em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo Linguitte, empresas que já incorporaram critérios ESG às próprias estratégias passaram também a cobrar maior coerência dos clubes e equipes que patrocinam.

“Assumir essas práticas pelas equipes de futebol significa ter uma capacidade maior de atrair patrocínio, cumprir um papel social”, afirmou.

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O Movimento Sustentabilidade em Campo também desenvolveu um índice para transformar práticas ambientais, sociais e de governança dos clubes em indicadores capazes de medir o avanço das equipes nesses temas.

Patrocinadores pressionam por práticas ESG

Linguitte afirmou que o avanço da sustentabilidade no futebol ocorre tanto pela percepção de oportunidades de negócio quanto pela pressão de patrocinadores, torcedores e da própria sociedade.

Segundo ele, empresas que investem em clubes buscam evitar contradições entre as políticas que adotam internamente e a atuação das equipes às quais associam suas marcas.

O dirigente afirmou ainda que os clubes também respondem a demandas sociais em temas como combate ao racismo e participação das mulheres no esporte.

Na avaliação do presidente do movimento, o futebol tem capacidade de ampliar o alcance desse debate por reunir milhões de torcedores.

“O futebol também é um grande formador de opinião”, afirmou.

Índice pretende medir práticas dos clubes

Segundo Linguitte, a criação do indicador ocorre após iniciativas de sustentabilidade já adotadas pela CBF, por federações estaduais e pelos próprios clubes.

Para ele, o próximo passo é transformar essas práticas em métricas capazes de mensurar o quanto as equipes incorporaram critérios ambientais, sociais e de governança.

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“Por que não transformar essas práticas em indicadores que possam mensurar e aferir o quanto que os clubes de futebol têm se dedicado e têm incorporado essas práticas relacionadas à sustentabilidade?”, questionou.

Na avaliação do dirigente, a adoção de indicadores também pode ajudar a identificar avanços e pontos que ainda precisam ser desenvolvidos pelos clubes.

ESG vai além do meio ambiente

Linguitte ressaltou que sustentabilidade no futebol não se restringe à redução de emissões ou ao tratamento de resíduos.

Na dimensão social, ele citou temas como combate ao racismo, valorização das mulheres no esporte, condições oferecidas aos funcionários dos clubes e relacionamento com torcidas organizadas.

Na governança, mencionou transparência na gestão dos recursos, relação com patrocinadores e participação feminina nos conselhos de administração.

Segundo ele, a presença de mulheres nesses conselhos ainda é baixa, em torno de 3% a 5%.

O dirigente também citou questões ambientais como geração de resíduos e utilização de energias renováveis como exemplos de temas que podem entrar na gestão dos clubes.

Gestão dos clubes também entra no debate

Para Linguitte, práticas ESG não substituem uma gestão eficiente, mas podem fazer parte de uma estrutura mais sólida de administração.

Ele citou como exemplos a prestação de contas sobre recursos, salários, receitas de patrocínio e a relação mantida pelos clubes com seus funcionários e torcedores.

“O tema de sustentabilidade é absolutamente amplo. Ele não resolve por si só a gestão dos clubes”, afirmou.

Na avaliação de Linguitte, no entanto, ignorar esses aspectos pode limitar a evolução da administração das equipes.

“Sem ela, a gestão dos clubes também não vai para a frente, também não evolui”, disse.

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