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Futebol feminino de base ganha espaço com investimento, torneios internacionais e formação de atletas
Publicado 25/09/2026 • 15:29 | Atualizado há 27 minutos
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Publicado 25/09/2026 • 15:29 | Atualizado há 27 minutos
KEY POINTS
O futebol feminino de base amplia seu espaço no Brasil com novos projetos voltados à formação esportiva, desenvolvimento multidisciplinar e intercâmbio internacional. Um dos exemplos é o Projeto Estrelas, que promove um torneio internacional Sub-20 com equipes brasileiras e estrangeiras.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Camila Estefano, diretora-executiva do Projeto Estrelas, explicou como o projeto busca formar novas atletas e ampliar as oportunidades para meninas que desejam seguir carreira no futebol.
A primeira edição do torneio reúne clubes e seleções de diferentes países, incluindo Flamengo, São Paulo, Real Madrid e Paraguai. A competição também busca oferecer às atletas brasileiras contato com diferentes estilos de jogo e experiências de alto nível durante o processo de formação.
Segundo Camila, o Projeto Estrelas surgiu há cinco anos com o objetivo de criar um caminho de formação para meninas até o alto rendimento. O trabalho inclui a identificação de talentos em diferentes regiões de São Paulo e um acompanhamento que vai além do desenvolvimento técnico.
A estrutura envolve preparação esportiva, educação, saúde física e saúde mental, além de acompanhamento individual das atletas.
“Eu acho que o esporte é uma ferramenta muito poderosa, que vai servir aí para tudo que ela se propor a fazer na vida dela”, afirmou.
Para a diretora-executiva, o futebol funciona como uma ferramenta de desenvolvimento pessoal. A prática esportiva pode contribuir para autoestima, capacidade de lidar com frustrações e senso de pertencimento entre jovens e adolescentes.
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O projeto utiliza o mecanismo da Lei de Incentivo ao Esporte para captar recursos. Atualmente, segundo Camila, 21 marcas participam da iniciativa.
A estrutura também passou a atrair a atenção de organizações internacionais. Durante o torneio, o Projeto Estrelas estreitou relações com o Real Madrid e a seleção do Paraguai, que, segundo a diretora-executiva, demonstraram interesse pela estrutura desenvolvida pelo projeto.
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Siga o Times | CNBCA estratégia é buscar referências utilizadas por centros de formação de grandes potências do futebol e adaptá-las à realidade brasileira.
A realização de competições internacionais é apresentada como parte dessa estratégia de formação. Para Camila, atletas da base precisam ter contato com partidas de alto nível ainda durante o processo de desenvolvimento.
O torneio Estrelas reúne equipes de referência internacional e cria uma oportunidade de intercâmbio para as jogadoras brasileiras. A iniciativa também amplia a exposição das atletas diante de clubes e profissionais do futebol.
A diretora-executiva defende que a formação não deve se limitar aos treinamentos. A experiência competitiva é considerada parte importante do processo de preparação para o alto rendimento.
A realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil em 2027 também aparece como um momento importante para o desenvolvimento da modalidade.
Camila afirmou que o torneio mundial deve ser tratado como um ponto de partida para a construção de um mercado mais estruturado, e não apenas como um evento isolado.
Ela citou o crescimento da audiência, do público nos estádios e da exposição das jogadoras como sinais de expansão do futebol feminino. Segundo a diretora-executiva, atletas também passaram a conquistar maior visibilidade como marcas.
“Eu acho que a Copa como um ponto de partida é muito importante a gente falar sobre legado, a importância do pós-Copa”, destacou.
Para o Projeto Estrelas, a aposta está justamente na formação. A combinação entre investimento, estrutura, competições internacionais e acompanhamento multidisciplinar busca ampliar o número de atletas preparadas para chegar ao futebol profissional.
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