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Futebol feminino precisa transformar audiência em negócios permanentes além da Copa, diz COO da FSports
Publicado 27/08/2026 • 15:40 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/08/2026 • 15:40 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O futebol feminino brasileiro já alcançou um nível relevante de audiência e engajamento, mas o próximo desafio é transformar essa atenção em uma estrutura permanente de negócios que vá além da Copa do Mundo de 2027, afirmou Ruskaya Zanini, COO da FSports, em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O crescimento da modalidade já aparece em indicadores de consumo e interação do público, mas a monetização ainda está abaixo do potencial, segundo a executiva.
“Audiência já existe; o engajamento já existe. O próximo passo é realmente transformar toda essa atenção em uma estrutura permanente de negócios pro futebol que vai além da Copa do Mundo”, afirmou.
Leia também: Copa de 2027 pode levar futebol feminino a novo patamar comercial no Brasil, avalia Rafael Plastina
Na avaliação de Ruskaya, a Copa do Mundo Feminina de 2027 deve acelerar oportunidades comerciais que já estão em formação.
“A Copa acelera praticamente todo o ecossistema. A gente está falando de patrocínio, conteúdo, mídia, experiência, licenciamento e relacionamento com o torcedor”, disse.
O efeito, segundo ela, não se limita à receita direta do torneio. A competição também pode ampliar os investimentos em atletas, produtos, experiências e novas formas de relacionamento entre as marcas e o público.
A COO da FSports ressaltou que esse movimento começou antes da proximidade do Mundial.
“A Copa não é um pontapé, mas sim o estopim”, afirmou.
Ruskaya destacou que o futebol feminino vem registrando um crescimento expressivo no ambiente digital.
Segundo ela, o engajamento relacionado ao Brasileirão aumentou em cerca de 300% no primeiro semestre. Em outra comparação mencionada durante a entrevista, houve um avanço de 68% no engajamento no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.
Apesar disso, a monetização ainda não acompanha, na mesma proporção, o crescimento da audiência e da interação do público, avaliou.
O avanço no ambiente digital também permite demonstrar com mais clareza às empresas o retorno sobre os investimentos em patrocínio.
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Siga o Times | CNBC“A gente consegue hoje, de fato, com números, comprovar e transformar o patrocínio em um ativo mensurável de negócio para a marca”, afirmou Ruskaya.
Ela também citou dados que indicam maior propensão ao consumo entre pessoas que acompanham marcas patrocinadoras do futebol.
Além do retorno comercial, a executiva destacou o componente de propósito para as empresas que se associam à modalidade, bem como o impacto social relacionado ao desenvolvimento do futebol feminino.
O crescimento da modalidade também aparece nas buscas e no consumo de conteúdo online.
Segundo dados citados por Ruskaya, o interesse pelo futebol feminino aumentou em 120% nas buscas do Google e em 200% no YouTube nos últimos cinco anos.
Para ela, os números mostram que a Copa de 2027 chega em um momento em que a modalidade já construiu uma base maior de interesse e consumo.
A profissionalização também vem avançando em diferentes frentes, com maior presença de mulheres dentro e fora de campo, incluindo a arbitragem, o jornalismo e outras funções ligadas ao esporte.
O evento realizado nesta quarta-feira, em São Paulo, reuniu 205 pessoas e mais de 40 marcas para discutir o futebol feminino e as oportunidades relacionadas ao setor, segundo Ruskaya.
Ela afirmou que as empresas vêm acompanhando a evolução da modalidade não apenas pelo patrocínio, mas também pelas possibilidades de conteúdo, de produtos e de relacionamento com torcedores.
A expectativa é que esse interesse não se concentre apenas na preparação para a Copa.
“A gente está falando de investimentos pro ano, para daqui a três, quatro anos, e não só para agora”, disse.
Para Ruskaya, o desafio é fazer com que o impulso da Copa do Mundo ajude a consolidar investimentos e negócios que continuem sustentando o futebol feminino depois de 2027.
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