Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Gramado sintético ou natural? Presidente da Recoma explica por que o Brasil aposta cada vez mais no piso artificial
Publicado 03/08/2026 • 23:15 | Atualizado há 2 horas
Palantir supera expectativas no 2º trimestre, com receita comercial nos EUA disparando quase 150%
Ações da Snap disparam 10% após resultados acima do esperado e previsão de vendas robusta
25 estados americanos processam governo Trump por nova rodada de tarifas globais
‘A Odisseia’ impulsiona ações da Imax a um recorde histórico; CEO chama esse impulso de “ciclo virtuoso”
Dow Jones bate recorde e tecnologia dispara após alívio no conflito com Irã
Publicado 03/08/2026 • 23:15 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A discussão entre gramado natural e sintético voltou ao centro do futebol brasileiro em 2026. Com o maior número de clubes da Série A mandando partidas em campos artificiais da história, o debate envolve custos, infraestrutura, desempenho esportivo e o impacto sobre a saúde dos atletas.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o presidente da Recoma, Sérgio Schildt, afirmou que o avanço do gramado sintético no Brasil está diretamente ligado à evolução tecnológica e às mudanças no modelo de financiamento dos estádios.
“Hoje o dinheiro público se afastou dos estádios e o dinheiro privado passou a ser predominante. A conta precisa fechar. Além disso, a tecnologia do gramado sintético evoluiu muito e está cada vez mais próxima do gramado natural em estado da arte.”
Segundo Schildt, apesar de o investimento inicial ser mais elevado, o gramado sintético oferece um custo operacional significativamente menor ao longo do tempo.
“O custo por hora de uso do gramado sintético é extremamente mais baixo. Apesar de ter um custo de implantação maior, ele entrega muito mais horas de utilização.”
O executivo citou o Palmeiras como exemplo de clube que consegue maximizar o uso da arena graças ao piso sintético. Já no caso de estádios com gramado natural ou híbrido, o custo de manutenção cresce à medida que aumenta a utilização.
“Um estádio utilizado por apenas um clube, como o do Corinthians, normalmente recebe uma ou duas partidas por semana. Já um gramado sintético suporta uma quantidade muito maior de eventos, o que melhora a relação entre custo e utilização.”
Schildt também destacou que o modelo europeu é diferente do brasileiro e que a comparação nem sempre leva em conta as diferenças de receita e infraestrutura.
“Na Europa também existem muitos gramados híbridos, que utilizam componentes sintéticos. A diferença é que o modelo de negócios é outro. O ticket médio é muito maior, o financiamento é mais barato e os clubes conseguem bancar uma estrutura muito mais cara.”
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAo comentar a comparação entre os campos brasileiros e europeus, o executivo afirmou que o parâmetro utilizado no debate costuma desconsiderar a realidade nacional.
“Quando pensamos em gramado natural, pensamos no gramado inglês, espanhol ou italiano. Mas o gramado brasileiro é o gramado do Bahia, do Ceará, do Coxa. É outra realidade.”
Segundo ele, os gramados europeus considerados referência apresentam uniformidade, drenagem e manutenção que ainda são exceção no Brasil.
“Quando comparamos os gramados, precisamos considerar a nossa realidade. Talvez tenhamos dois ou três gramados naturais próximos do estado da arte. A grande maioria não apresenta uniformidade em todo o campo, tem problemas de drenagem e sofre mais com o desgaste.”
Sobre a discussão envolvendo lesões, Schildt afirmou que estudos científicos não apontam diferença relevante na incidência de contusões entre os dois tipos de piso.
“Os estudos mostram que a quantidade de lesões é muito parecida. O que muda é o tipo de lesão. E normalmente se compara o gramado sintético com gramados naturais em estado da arte, o que não representa a realidade da maioria dos campos brasileiros.”
Para o executivo, a evolução da indústria tende a reduzir ainda mais as diferenças entre os dois modelos.
“O futuro é fazer com que o gramado sintético fique cada vez mais próximo do gramado natural em estado da arte.”
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
WhatsApp caiu? Aplicativo passa por instabilidades e usuários têm conta banida
2
TIM vai fornecer energia inteligente com IoT, rede privativa e substações para a CPFL em acordo de R$ 60 milhões
3
Latam Pass firma parceria com Shopee para oferecer milhas em compras online
4
O que acontece se a Braskem entrar em recuperação judicial? Entenda os próximos passos
5
O que explica a saída da Prudential do Brasil?