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Projeto da FIFA para controlar a Copa do Mundo vira alvo de crise e ameaça judicial
Publicado 03/08/2026 • 18:01 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 03/08/2026 • 18:01 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A proposta da FIFA de criar uma nova empresa para administrar suas competições, incluindo a Copa do Mundo, gerou forte resistência e uma crise política com a UEFA. Após pressões e ameaças de ações judiciais, no entanto, o projeto acabou sendo recuado pela entidade.
Marcelo Paganini de Toledo, professor de marketing esportivo e administração da ESPM, apontou que o principal erro da federação internacional foi a falta de tempo hábil e de transparência na condução do processo de governança. Segundo ele, a proposta surgiu de forma acelerada, sem um debate amplo sobre seus impactos.
“Acabou de sair da Copa do Mundo e vem uma ideia dessa atropelada. Quem vai ganhar com isso? Quem vai perder? Não dá para, da noite para o dia, eles quererem fazer alguma coisa com bilhões e bilhões de dólares”, afirmou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Leia mais: Uefa ameaça levar Infantino à Justiça e manda preservar provas sobre plano da Fifa
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Siga o Times | CNBCApesar das críticas ao modelo de negócio, o professor destacou que a transformação de ligas e torneios em ativos comerciais atrativos para a iniciativa privada não é uma novidade no mercado global. Ele citou a Fórmula 1 como exemplo de uma competição que ganhou escala após ser comercializada pela Liberty Media, em um processo considerado um caso de sucesso mundial.
Toledo também mencionou a Superliga Mundial de Vôlei e o críquete na Ásia como exemplos de modalidades que adotaram modelos semelhantes ao que a FIFA pretendia implementar.
Sobre os impactos da crise na gestão de Gianni Infantino, o professor avaliou que o recuo da FIFA foi uma decisão estratégica de sobrevivência diante das retaliações e do pedido de afastamento de um assessor próximo ao presidente da entidade. Para ele, o conflito com a UEFA ainda deve continuar.
“A briga com a UEFA não vai acabar tão cedo. A FIFA organiza o futebol, mas o futebol não tem dono. É preciso cuidado para que a busca por mais dinheiro não se transforme em algo nocivo para o esporte”, concluiu.
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