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Makar redefine mercado da NHL com contrato recorde de US$ 163,2 milhões

Publicado 28/08/2026 • 22:05 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Cale Makar assinou com o Colorado Avalanche por 8 anos e US$ 163,2 milhões, com AAV recorde de US$ 20,4 milhões.
  • O novo valor deve influenciar as próximas negociações de Quinn Hughes, Zach Werenski e Matthew Schaefer, além de outros defensores.
  • Com a projeção de crescimento do teto da NHL para mais de US$ 120 milhões em duas temporadas, os grandes defensores podem alcançar contratos cada vez maiores.

Foto: Getty Images/ Site oficial NHL

Cale Makar estabeleceu uma nova referência financeira para os defensores da NHL. O jogador assinou com o Colorado Avalanche nessa sexta feira (28) uma extensão de oito anos e US$ 163,2 milhões (cerca de R$ 847,59 milhões) , que terá início na temporada 2027-28. O acordo representa um salário médio anual de US$ 20,4 milhões, fazendo de Makar o primeiro atleta da história da liga a superar US$ 20 milhões por temporada em média.

O novo valor pode provocar uma reação em cadeia nas próximas negociações de grandes defensores da NHL. Quinn Hughes, Zach Werenski e Matthew Schaefer estão entre os jogadores que poderão usar o contrato de Makar como referência, especialmente diante da expectativa de crescimento do teto salarial. A projeção é que o limite ultrapasse US$ 120 milhões em duas temporadas e US$ 130 milhões em três, enquanto os valores médios anuais dos principais contratos também podem superar a marca de US$ 20 milhões.

Makar chega ao novo acordo respaldado por números e conquistas que ajudam a explicar o tamanho da negociação. Desde sua estreia na liga, ele é o defensor com mais pontos da NHL, acumulando 507 pontos desde o início da temporada 2019-20. O jogador conquistou o Troféu Norris em 2022 e 2025, foi finalista ao prêmio nas últimas seis temporadas e também recebeu o Troféu Conn Smythe como jogador mais valioso dos playoffs da Stanley Cup, além de ter conquistado a Stanley Cup em 2022.

O contrato de Makar supera com ampla margem o acordo de US$ 12,5 milhões por ano que Bowen Byram assinou com o Chicago Blackhawks em 1º de julho. O vínculo de Byram tem seis anos e também começará na próxima temporada.

A primeira grande consequência do novo patamar deve aparecer nas negociações de Quinn Hughes. O defensor do Minnesota Wild está no último ano de um contrato de seis temporadas, com salário médio anual de US$ 7,85 milhões, e já pode negociar uma extensão desde 1º de julho.

Com o acordo de Makar definido, Hughes e seu agente, Pat Brisson, passam a ter uma nova referência para as conversas com o Wild. Elliotte Friedman, da Sportsnet, afirmou em seu podcast mais recente, “32 Thoughts”, que não acredita que Hughes e Minnesota estejam mantendo conversas regulares sobre um novo contrato.

O futuro do defensor pode se tornar um dos principais assuntos da temporada. Caso não renove com o Wild, Hughes poderá ser negociado ou chegar à condição de agente livre em 1º de julho de 2027. Se permanecer em Minnesota, a atenção do mercado deverá se voltar para os próximos grandes acordos de defensores.

Zach Werenski, do Columbus Blue Jackets, e Matthew Schaefer, do New York Islanders, estarão entre eles. Ambos poderão assinar novos contratos na próxima intertemporada, com acordos que entrariam em vigor na temporada 2028-29, período em que o teto salarial poderá superar US$ 120 milhões. Werenski ainda possui duas temporadas restantes em seu contrato de seis anos, avaliado em US$ 57,5 milhões, com média anual de US$ 9,583 milhões. Ele conquistou o Troféu Norris na última temporada.

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Schaefer, por sua vez, ainda tem dois anos de seu contrato de nível básico de três temporadas. O defensor foi escolhido como primeira seleção do Draft da NHL de 2025 e recebeu o Troféu Calder como melhor novato da liga na temporada passada.

A idade também poderá pesar nas negociações. Werenski terá 30 anos quando seu próximo contrato começar, enquanto Makar terá 28 e Hughes 27 quando a próxima temporada começar. Por isso, o novo acordo de Werenski pode ficar abaixo do AAV de Makar e, eventualmente, do valor que Hughes poderá alcançar.

Schaefer terá uma situação diferente caso consiga manter o nível apresentado em sua temporada de estreia. O defensor poderá seguir o caminho de jovens estrelas como Macklin Celebrini, do San Jose Sharks, Leo Carlsson, do Anaheim Ducks, e Connor Bedard, do Chicago Blackhawks.

Os três conseguiram contratos expressivos em seus segundos vínculos na NHL. Celebrini assinou por cinco anos e US$ 18,5 milhões por ano, Carlsson por cinco anos e US$ 18 milhões por ano, enquanto Bedard fechou por cinco anos e US$ 15 milhões por ano. Makar atingiu um patamar semelhante apenas em seu terceiro contrato, e Hughes deverá fazer o mesmo.

O mercado não ficará restrito aos defensores. Na próxima intertemporada, Connor McDavid, do Edmonton Oilers, e Auston Matthews, do Toronto Maple Leafs, também estarão autorizados a negociar novos contratos. Ambos poderão ultrapassar US$ 20 milhões por ano. Entre os defensores, outra rodada importante de negociações deverá ocorrer no verão de 2028. Miro Heiskanen, do Dallas Stars, Adam Fox, do New York Rangers, e Evan Bouchard, do Oilers, poderão aparecer entre os próximos jogadores da posição a buscar os maiores salários da liga.

O aumento do teto salarial também pode valorizar contratos que já foram assinados por defensores mais jovens. A NHL inicia nesta temporada um novo Acordo Coletivo de Trabalho, válido até 15 de setembro de 2030, e os valores previstos para os próximos anos reforçam a importância dos jogadores de elite na faixa dos 20 e poucos anos que já possuem vínculos de longo prazo.

Até que esses jogadores possam negociar novos vínculos, outros contratos serão assinados e poderão alterar novamente o mercado. Ainda assim, o acordo de Makar deverá permanecer como uma das principais referências para determinar os valores das próximas grandes negociações na linha azul.

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